Queiroga mantém nomes ligados ao tratamento precoce após um mês no cargo

 

A despeito da reformulação que vem sendo feita no Ministério da Saúde, com a substituição de militares por profissionais da área da Saúde, Marcelo Queiroga manteve uma ala conhecida por seus posicionamentos controversos, que tem como destaque Mayra Pinheiro, secretária de Gestão do Trabalho.

Conhecida como capitã cloroquina, ela é o elo entre o Ministério da Saúde e os defensores do tratamento precoce para a Covid-19 (sem eficácia comprovada e com relatos de efeitos danosos).

Mayra foi responsável por montar uma caravana com médicos de todo o Brasil para fazer uma ronda por Manaus e instruir os profissionais locais a receitar medicamentos como hidroxicloroquina e ivermectina. Financiada com dinheiro público.

Desde a chegada de Queiroga, Mayra diminuiu a frequência de suas campanhas em defesa do tratamento precoce nas redes sociais. No entanto, em 31 de março compartilhou publicação de movimento do Ceará, seu estado de origem, que instalou outdoor em defesa do atendimento precoce.

Queiroga já disse que não existe tratamento precoce para a Covid-19 e tem atuado para que a pasta se afaste do tema.

Além dela, permanecem na pasta o olavista Hélio Angotti Neto (secretário de Insumos Estratégicos) e Raphael Parente (secretário de Atenção Primária), próximo da ministra Damares Alves (Direitos Humanos) e defensor da abstinência sexual.

 

Com Folha de S. Paulo

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