Quatro deputados podem disputar Mesa

 Os partidos com assento na Assembleia Legislativa já estão se articulando para participar do processo de eleição da mesa diretora. Os novos deputados tem se reunido constantemente discutindo a eleição, mas as definições mesmo só deverão ocorrer a partir da segunda quinzena de janeiro. As bancadas querem ocupar cargos na mesa e nas comissões temáticas.

 
Os partidos ainda não definiram os líderes de bancada. Pelo regimento da Assembleia, os deputados são agrupados por representações partidárias ou de Blocos Parlamentares, cabendo-lhes escolher o Líder. O líder tem várias prerrogativas, dentre elas encaminhar a votação de qualquer proposição sujeita à deliberação do Plenário para orientar sua bancada e registrar os candidatos dos Partidos ou Blocos Parlamentares para concorrer aos cargos da Mesa.
 
A mesa da Assembleia Legislativa é composta de oito cargos, entre titulares e suplentes. Os cargos são de presidente, 1º vice-presidente, 2º vice-presidente, 3º vice-presidente, 4º vice-presidente, 1º secretário, 2º secretário, 3º secretário, 4º secretário, 1º suplente, 2º suplente, 3º suplente e 4º suplente. A proposta dos deputados é que a mesa seja eclética, contemplando todos os partidos.
 
A Assembleia da Paraíba conta com 11 comissões temáticas, mas as mais cobiçadas pelos parlamentares são as comissões de Constituição e Justiça e de Orçamento. O deputado eleito frei Anastácio disse que o seu partido, o PT, vai lutar para participar da comissão de Constituição e Justiça nos cargos de titulares. A CCJ, atualmente, é presidida pelo deputado Zenóbio Toscano (PSDB), que ocupará a PBGás no governo de Ricardo Coutinho.
 
Além das comissões de Constituição e Justiça e de Orçamento, existem as comissões de Administração e Serviço Público; da Saúde; do Semi-árido; de Desenvolvimento; de Educação; de Segurança Pública; de Direitos Humanos; dos Direitos da Mulher e de Legislação Cidadã. Cada comissão tem entre sete e cinco cargos, de titulares e respectivos suplentes.
 
De acordo com o regimento da Assembleia, as comissões têm por finalidade apreciar os assuntos ou proposições submetidas ao seu exame e sobre eles deliberar, assim como exercer o acompanhamento dos planos e programas governamentais e a fiscalização orçamentária do Estado, no âmbito dos respectivos campos temáticos e áreas de atuação.
 
Eleição da mesa
 
O assunto que tem dominado as discussões dos partidos com assento na Assembleia Legislativa é a eleição da mesa diretora. O atual presidente, deputado Ricardo Marcelo (PSDB), trabalha para se reeleger. Ele transita bem nas bancadas da situação e da oposição. Por ter votado no governador José Maranhão na eleição de 2010, Ricardo Marcelo não goza da simpatia do governador eleito Ricardo Coutinho. 
 
 A base aliada do novo governador pretende apresentar um nome para concorrer à presidência. Estão no páreo os deputados Antonio Mineral (PSDB), Lindolfo Pires (DEM), Tião Gomes (PSL) e Manoel Ludgério (PDT). Segundo Tião Gomes, a partir do dia 10 de janeiro o grupo de Ricardo Coutinho definirá o nome que disputará a eleição. Ele disse que o critério será daquele que tiver mais votos no grupo.
 
Tião disse não ter dúvidas de que o candidato que tiver o apoio de Ricardo Coutinho será eleito para presidir a presidência da Assembleia Legislativa. O parlamentar lembra que nunca na história da Assembleia o governador perdeu uma eleição. Exceção apenas para o governo de Tarcísio Burity, que foi derrotado pela oposição, com a eleição do deputado João Fernandes da Silva.
 
Momento de conversa
 
Os parlamentares que tomarão posse a partir de fevereiro evitam assumir compromissos com candidaturas e afirmam que as definições só vão acontecer em meados de janeiro. O momento agora é de muita conversa. O deputado Gervásio Maia, da bancada do PMDB, disse que por enquanto o partido não tem nada definido. 
 
Os peemedebistas formam a maior bancada na Assembleia Legislativa. O partido elegeu os deputados Gervásio Maia, Francisca Motta, Trocolli Junior, Andre Gadelha, Olenka Maranhão, Raniery Paulino, Doda de Tião, Wilson Braga e Márcio Roberto.
 
PT quer bancada unidade
 
O PT trabalha para marchar unido no processo de eleição da mesa diretora, segundo informa o deputado eleito frei Anastácio, que está retornando a Casa de Epitácio Pessoa. “Não temos nada definido”, disse Anastácio, adiantando que o partido atuará de forma unida na Assembleia. 
 
Sobre se o PT será oposição ou governo, frei Anastácio lembra que o partido já tirou uma resolução de que fará oposição ao governo de Ricardo Coutinho. Ele disse que qualquer decisão terá de passar pelas instâncias partidárias. “A decisão que nós temos é a resolução que o partido tirou”, afirmou Anastácio, que também é vice-presidente do PT.
 
Seu colega de bancada, Anísio Maia, disse que respeitará a decisão do partido, mas promete lutar para o partido mudar de posição. Ele acha que a resolução foi intempestiva, uma vez que os partidos de oposição estão anunciando uma trégua para o novo governo. “Eu acato a resolução, mas discordo e vou lutar para mudar a posição”, afirmou Anísio.
 
Discussão prematura
 
O deputado João Henrique, atual primeiro vice-presidente da Assembleia Legislativa, considera prematura a discussão sobre a eleição da mesa diretora. Ele integra a bancada do DEM, que tem o deputado Lindolfo Pires, como um dos nomes apoiados pelo grupo do governador Ricardo Coutinho.
 
O parlamentar trabalha para garantir a 1ª vice-presidencia e revela simpatia pelo atual presidente da Casa, Ricardo Marcelo. De acordo com João Henrique, qualquer um dos 36 deputados tem o direito de disputar a presidência da casa. Ele acredita que somente a partir da segunda quinzena de janeiro é que o quadro será definido.
 
PSC terá reunião prévia
 
O deputado Guilherme Almeida, do PSC, informou que o partido vai se reunir no mês de janeiro para discutir sobre a escolha do líder e a disputa pela mesa da Assembleia. Ele revela que a preferência do partido é pela 1ª ou 2ª secretaria. A sua previsão é de que haverá chapa única na eleição da mesa. 
 
O PSC se coligou com o PMDB na eleição proporcional e conseguiu eleger os deputados Arnaldo Monteiro, Guilherme Almeida, Vituriano de Abreu e Carlos Batinga. Só que com a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de liberar a candidatura de Márcio Roberto, o partido perdeu Carlos Batinga, que passou para a primeira suplência.
 
Nanicos têm pouca força
 
Os partidos nanicos sabem que terão pouca força na formação da mesa diretora, mas querem participar das discussões. O novato deputado Caio Roberto, do PR, defende o nome de Ricardo Marcelo, por ser o mais viável para ganhar a eleição. “Ele tem voto dos dois lados. A perspectiva é que Ricardo seja eleito”, afirma Caio.
 
O único representante do PT do B na Casa de Epitácio Pessoa, o deputado eleito Genival Matias, revela que terá uma posição de independência. Ele votou em José Maranhão nas eleições deste ano. “Aquilo que for bom para a Paraíba terá o meu apoio”, disse. Ele promete fazer uma oposição vigilante, sem radicalismos. 
 
Em janeiro o partido de Genival Matias realizará um encontro estadual para analisar a eleição de 2010. O PT do B pretende disputar as eleições de 2012 com candidaturas próprias em várias cidades, dentre elas Cabedelo, Conde, Assunção, Santo André e Lucena. “A gente tem pretensão de eleger uns 10 prefeitos”, afirma Genival.
 
Ele disse que o partido ainda não tem posição firmada sobre a eleição para a mesa da Assembleia Legislativa. “Não defini nada ainda”, diz o parlamentar.
 
 
 
Correio da Paraíba
 

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