Mário Tourinho

Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal


Quantas atitudes feias, Brasil!

 

Não são apenas essas extemporâneas falas do presidente Jair Bolsonaro que me deixam tão cabisbaixo em minha brasilidade.

Sim! Cabisbaixo – é esse o termo – em minha brasilidade ou sentimento de orgulho do Brasil, porquanto –  mesmo que circunstancialmente – observo a nação “comandada” (em vez de “liderada”) por uma “autoridade” (para cuja função votei no 2º turno da eleição de 2018) que até agora (praticamente dois anos de governo) não assimilou que a postura de um Presidente da República não pode ser a mesma de um cidadão comum que pára em qualquer lugar para “tomar um copo de caldo de cana e comer um pastel”. E declara, publicamente, demonstrando-se irritado, que, se assim não o fizer, “a vida é uma desgraça”. E bem ao contrário de ajustar-se  à postura que o posto de 1º mandatário de uma nação exige, o presidente Bolsonaro insiste em agir daquela forma (parando  em qualquer lugar para tomar um caldo de cana e comer um pastel) e levando seus agentes de segurança a sobressaltos, atitude vista como de primário populismo. Pior: alega que se não o fizer, sua “vida aqui é uma desgraça!”. Por estas e outras, disse também que essa sua vida “é um problema o tempo todo”.

A persistir com essa avaliação, têm razão seus adversários políticos quando manifestam que ele não estava (nem está) preparado para a alta função de Presidente da República de um país na dimensão do Brasil. Aliás, é senso comum o de que quem se candidate a postos dessa natureza já o faz sabendo tratar-se de uma “missão que exige sacrifício pessoal”. Pelo jeito, Bolsonaro não pensa assim.

Há muitas falas extemporâneas do presidente Jair Bolsonaro! E por conta delas, outros segmentos – especialmente os meios de comunicação – terminam por questionar o que não deveriam. Exemplo: inoportunamente, ele – Bolsonaro – pronunciou-se como se fosse um “cabo eleitoral” de Donald Trump, no recente (e corrente) processo eleitoral estadunidense. Agora esse segmento cobra-lhe uma manifestação de reconhecimento à vitória de Joe Biden quando Trump (o candidato de Bolsonaro) ainda não admitiu ter sido derrotado. Por “coerência” o “cabo eleitoral” (Bolsonaro) não o fará!… Só depois, claro, que o próprio Trump admitir. E aí não há que se falar em “cabeça dura” de Bolsonaro, e, sim, em coerência.

Se no âmbito nacional há esses fatos que me levam ficar cabisbaixo no aspecto da brasilidade, também até na esfera municipal  ocorrem lastimáveis atitudes que provocam esse sentimento de tristeza. Como cada leitor(a) tem avaliado a presente campanha eleitoral?!… Um amigo respondeu que tem candidato que só terá seu próprio voto. Lastimável, não?!

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