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PSTU rejeita Ricardo e Maranhão e prega voto nulo no segundo turno

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A direção estadual do PSTU da Paraíba divulgou hoje uma nota na qual deixa claro que não pretende apoiar nenhum dos dois candidatos ao Governo da Paraíba no segundo turno. Ao contrário, o partido prega o voto nulo no Estado, onde Ricardo Coutinho (PSB) concorre com José Maranhão (PMDB) e também na disputa entre Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) pela presidência da República.

O candidato do PSTU ao Governo da Paraíba, Marcelino Rodrigues, teve 1.252 votos (0,07%).

Na nota, o partido critica o processo eleitoral, cita que "esta foi mais uma campanha eleitoral onde o poderio econômico se fez prevalecer na sua forma mais escrachada" e estimula os trabalhadores a anularem seus votos.

"O PSTU chama os/as trabalhadores/as, bem como todas as organizações do movimento sindical, popular e estudantil a não confiarem nestes candidatos tanto no plano local como nacional – Zé Maranhão/Ricardo Coutinho; Dilma/Serra -, por entendermos que nenhuma das alternativas que estão postas representam os reais interesses classistas que defendemos no dia a dia das lutas que travamos contra os patrões e os governos em todos os momentos de nossas vidas e assim, no próximo dia 31 de outubro a VOTAREM NULO e desta forma começarmos a preparar a resistência os ataques que virão no próximo período, independente de quem vença a disputa eleitoral".

Confira a íntegra da nota:

POR UMA PARAÍBA PARA OS TRABALHADORES
NEM MARANHÃO NEM RICARDO
VOTE NULO NO 2º TURNO
 
 
As urnas deram seu veredicto no dia 03 de outubro na Paraíba e no Brasil. No plano nacional, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) irão disputar o segundo turno na corrida presidencial e na Paraíba, no próximo dia 31 de outubro, Ricardo Coutinho (PSB) e Zé Maranhão (PMDB) decidirão quem será o próximo governador do Estado a partir de 1º de janeiro de 2011.

Queremos, neste momento, agradecer aos trabalhadores e trabalhadoras deste Estado que estiveram ao nosso lado no dia 03 de outubro e durante todo o processo eleitoral e que, apesar de toda a pressão política imensa confiou em nossa mensagem passada pelos companheiros Marcelino Rodrigues, Lissandro Saraiva e Carlisson Oliveira, nossos candidatos nesta campanha que ora se encerra.

Queremos também destacar que esta foi mais uma campanha eleitoral onde o poderio econômico se fez prevalecer na sua forma mais escrachada. Episódios que achávamos que não assistiríamos novamente se repetiram, como o do famoso caso do edifício Phoenix, da campanha de 2006, onde a PF recolheu sacos e mais sacos de dinheiro que foram jogados da janela daquele prédio da parte de um determinado candidato. Agora, na reta final da campanha, agentes da PF pegaram R$ 39 mil na sede do Comitê Financeiro de Ricardo Coutinho, no dia da eleição 4 pessoas foram presas com dinheiro de compra de votos para o candidato Perón Japiassu (PT), em Campina Grande, o deputado Jacó Maciel foi preso com R$ 59 mil em espécie. É a corrupção eleitoral em seu alto mais grau! E ainda dizem que este processo eleitoral é democrático!!!

De forma surpreendente para a imensa maioria dos/as paraibanos/as, o ex-prefeito Ricardo Coutinho não apenas conseguiu forçar o segundo turno como também chegou lá vencendo a disputa no primeiro turno contra o governador candidato à reeleição apoiado por Lula, Zé Maranhão, mostrando assim a força do apoio do ex-governador cassado por corrupção, Cássio Cunha Lima (PSDB), principal aliado de Ricardo Coutinho nesta campanha eleitoral.

Assim como no plano nacional nem Dilma nem Serra tem muito a oferecer à classe trabalhadora a não ser mais arrocho salarial e mais ataques às suas condições de vida, aqui em nosso Estado Ricardo Coutinho ou Zé Maranhão representam o mais do mesmo, ou seja, nenhuma mudança substancial nas condições de vida dos/as trabalhadores/as da cidade e do campo.

O PSTU mostrou, através da candidatura de Marcelino Rodrigues nos três meses de campanha uma outra Paraíba, a Paraíba real que Maranhão e Ricardo bem expressam.

A Paraíba de Zé Maranhão é a que apresenta um crescimento de mais de 200% de casos de dengue em um ano; de existência de cerca de 300 escolas estaduais sem condições mínimas para iniciarem o ano letivo, segundo levantamento feito pelo SINTEP; de um aumento de cerca 5% no montante da dívida pública em apenas um ano de governo, o que representa um grande aumento para a capacidade do Estado; além do atual governador ser um  tradicional representante das oligarquias que há séculos dominam a cena política em nosso Estado. Latifundiário, representa os interesses dos usineiros e do agronegócio paraibanos, sendo portanto um inimigo de primeira hora da luta pela reforma agrária, apesar de contar hoje como aliados o PT, PCdoB, CUT e CTB, partidos e centrais sindicais que dizem defender a reforma agrária – pelo menos da boca pra fora -.

A Paraíba de Ricardo Coutinho é a construída pelo grupo Cunha Lima que, assim como Maranhão, governou este Estado nos últimos 20 anos. Este grupo também foi responsável pelo nosso Estado ser hoje um dos mais pobres do país, se Zé Maranhão foi o responsável pela privatização da SAELPA e do PARAIBAN, Cássio foi o responsável pela venda da CELB. Além disso, Ricardo jogou sua história na lata do lixo quando tratou os camelôs, alternativos e agentes de saúde da capital na base da repressão quando estes setores se mobilizaram para garantir seus direitos. Vale relembrar que Ricardo foi formado nas lutas dos trabalhadores, tendo sido membro da direção da CUT nos anos 80/90, mas já algum tempo não tem mais nada a ver com esta história, desde quando rompeu com o PT e decidiu ir para o PSB e neste partido juntar-se com o PMDB de Maranhão para ganhar a Prefeitura de João Pessoa, em 2004 e depois em 2008; depois, rompe com Maranhão e o PMDB e se alia a Cássio Cunha Lima e a Efraim Morais para tentar ganhar a disputa pelo governo do Estado. Ou seja, vale tudo para chegar lá, não importa com quem. Vale tudo, até mesmo classificar o DEM de Efraim Morais como “progressista”, como Ricardo afirmou no debate da TV Tambaú.

Isso tudo mostra que caso Zé Maranhão continue à frente do governo do Estado por mais 4 anos ou Ricardo consiga chegar ao Palácio da Redenção, nada mudará para os/as trabalhadores/as de nosso Estado, pois ambos representam os interesses dos poderosos e patrões.

Assim como o 1º, este 2º turno será ainda mais demagógico com os candidatos apresentando propostas e promessas mais mirabolantes com a intenção de iludir a consciência dos/as trabalhadores/as. Pois só assim conseguirão vencer as eleições, imaginam os marqueteiros de plantão que assessoram estes candidatos.

O PSTU chama os/as trabalhadores/as, bem como todas as organizações do movimento sindical, popular e estudantil a não confiarem nestes candidatos tanto no plano local como nacional – Zé Maranhão/Ricardo Coutinho; Dilma/Serra -, por entendermos que nenhuma das alternativas que estão postas representam os reais interesses classistas que defendemos no dia a dia das lutas que travamos contra os patrões e os governos em todos os momentos de nossas vidas e assim, no próximo dia 31 de outubro a VOTAREM NULO e desta forma começarmos a preparar a resistência os ataques que virão no próximo período, independente de quem vença a disputa eleitoral.


João Pessoa, outubro/2010.
 
 
DIREÇÃO ESTADUAL DO PSTU/PB

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