PSTU quer criar Frente de Esquerda Socialista em João Pessoa

Tendo como principal objetivo apresentar alternativas de oposição a Luciano Agra, o PSTU emitiu uma nota na tarde deste domingo, na qual se coloca a disposição de outros partidos para criar uma frente esquerda socialista, que consiga viabilizar uma candidatura unificada, e possa canalizar todo o “descontentamento dos trabalhadores” contra Agra e Ricardo Coutinho e apresentar propostas que defendam interesses dos trabalhadores e do povo pobre.

 
O PSTU propõe a construção de uma Frente de Esquerda em João Pessoa, composto pelos partidos que são oposição de fato à prefeitura e ao governo, como o PSOL e PCB, e que, além disso, possa aglutinar os movimentos sociais da cidade em torno a esta alternativa.
 
De acordo com a Nota, a Frente deverá se apresentar como oposição de esquerda à prefeitura de Agra e aos governos Ricardo Coutinho e Dilma, para que possa ser uma alternativa à aliança PSDB/PSB/PT/PCdoB; não deverá aceitar coligações nem com partidos da burguesia, nem com a base de sustentação dos governos estadual e federal, rejeitando ainda qualquer figura identificada com a política tucana; deverá receber contribuições fileinanceiras apenas dos trabalhadores, e não de empresas e bancos, denunciando o financiamento das demais candidaturas pelas grandes empresas; deverá respeitar as opiniões e a representatividade de cada organização na definição das candidaturas.
 
A Frente deverá ainda apresentar um programa socialista dos trabalhadores para governar João Pessoa, que comece pela defesa dos interesses mais básicos da população, como o direito ao emprego com salário digno e direitos, educação e saúde públicas, moradia e transporte público de qualidade, e termine por defender uma prefeitura dos trabalhadores, que lute pela estatização das grandes empresas, terras, e bancos para que tenha recursos para beneficiar os trabalhadores.
 
Para a construção desta Frente, o PSTU defende a realização de reuniões e debates entre todos os interessados, que possa culminar em um Encontro dos Movimentos Sociais para definição do programa, alianças e candidaturas da frente. E se coloca a disposição, através do seu diretor estadual, Antonio Radical, para composição dos nomes a serem debatidos e definidos pela frente.
 

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