PSDB e PPS querem criar CPIs para investigar Palocci

PSDB e PPS anunciaram hoje que começarão na próxima semana a coletar assinaturas para a criação de comissões parlamentares de inquérito (CPIs) a fim de apurar as circunstâncias da evolução patrimonial do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci.

Segundo reportagem publicada no último domingo (15) pelo jornal "Folha de S.Paulo", o ministro aumentou em 20 vezes o patrimônio entre 2006 e 2010, quando exerceu mandato de deputado federal.

Nesse período, por meio da empresa de consultoria Projeto, da qual é proprietário, o ministro adquiriu dois imóveis no valor total de R$ 7,5 milhões – em 2006, segundo o jornal, o patrimônio de Palocci era de R$ 356 mil.

A assessoria da empresa divulgou nota nesta quinta (19) informando que "todas as atividades da Projeto foram realizadas estritamente dentro do marco legal, respeitando limites éticos e exigências de informação por parte dos órgãos de controle".

O PPS anunciou que pedirá uma CPI na Câmara, cuja instalação exige as assinaturas de apoio de 171 dos 513 deputados. O pedido do PSDB, com apoio do DEM, é de uma CPI Mista (CPMI, envolvendo deputados e senadores), que necessita de 171 assinaturas na Câmara e 27 no Senado (que tem 81 parlamentares).

“Já conversamos com o líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias, e com o presidente do partido, Sérgio Guerra. Dada a gravidade do caso, que a cada dia ganha maiores proporções e aumenta a suspeição em torno do ministro, é preciso que haja uma apuração profunda, e uma CPI Mista é o melhor instrumento”, disse o líder tucano na Câmara, deputado Duarte Nogueira (SP).

“Aqui na Câmara, vamos cumprir o nosso papel e tentar aprovar a CPI, que nos dará maior poder para iniciar uma investigação”, afirmou o líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR).

 

G1

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