Protesto e tiros marcam jogo do Treze e São Paulo em CG

Uma confusão assustou torcedores durante o intervalo de Treze-PB x São Paulo, jogo pela Copa do Brasil realizado na noite desta quarta-feira no estádio Amigão, em Campina Grande, na Paraíba. Câmeras de tevê flagraram três homens armados no meio da torcida do Treze. E um deles, em trajes civis, chegou a fazer um disparo para o alto.

Um dos torcedores chegou a mostrar um documento para um dos armados, tentando provar que era um trabalhador.

O autor do tiro seria um policial civil. Revoltados com a atitude, torcedores chegaram a gritar o coro de "despreparado". A Polícia Militar negou que o acusado fosse um policial.

Mais tumulto – Antes disso, um protesto realizado por familiares de policiais militares deixou cerca de 250 PMs impedidos de sair do 2º Batalhão de Campina Grande para realizar o esquema de segurança do jogo. Os manifestantes aproveitaram a visibilidade nacional da partida para reivindicar o aumento dos salários dos profissionais de segurança do Estado previsto na lei conhecida popularmente como "PEC 300", considerada ilegal pelo Ministério Público da Paraíba.

O protesto começou por volta das 18h, no cruzamento entre as avenidas Pedro I e Almeida Barreto, diante do Batalhão. “Ninguém vai sair daqui e se depender do movimento não vai ter jogo hoje”, comentou o tenente reformado Francisco Rolim.   

Ficaram "enquartelados" homens da Tropa de Choque, Rotam, Força Tática, Gate e policiamento ostensivo. “Temos interesse de trabalhar, mas não podemos porque os familiares dos colegas estão protestando e não podemos ir pra cima deles”, informou um cabo da PM que pediu para não ser identificado temendo receber uma punição do comando.

Para garantir o policiamento no Amigão, o comando ordenou que aproximadamente 70 alunos do curso de formação de soldados fossem encaminhados ao estádio, por volta das 18h30, logo no início do protesto. Segundo os policiais, a maioria dos alunos estava executando o primeiro trabalho com a farda da corporação durante o jogo com público estimado em mais de 19 mil pessoas.

De acordo com o subcomandante do 2º Batalhão, Marcos Vinícius, que estava acompanhado de perto todo a segurança no Amigão ontem à noite, os policiais de serviço na rua se apresentaram normalmente para fazer a segurança no estádio e tudo ficou sob controle. Ele também confirmou a presença dos recrutas no reforço da segurança.“Mais de 230 homens estão aqui no campo”, frisou Vinícius.
 
Os familiares dos policiais gritaram palavras de ordem contra a decisão de não pagamento da PEC e afirmavam que não deixariam ninguém sair, fechando a porta do batalhão com faixas e cartazes.

Gazeta do Povo e Jornal da Paraíba

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