Promotoria encontra fiação exposta e vazamentos em banheiros de escolas

Mais duas unidades de ensino de João Pessoa foram inspecionadas, na manhã de quinta-feira, 16, pelo Programa de Fiscalização da Educação Básica desenvolvido desde o início do ano pela equipe da Promotoria de Justiça de Defesa da Educação com o apoio dos cinco conselhos tutelares da Capital e órgãos de fiscalização como a Vigilância Sanitária, Corpo de Bombeiros e Controladoria Geral da União.

Na escola municipal Francisca Moura, que fica no bairro Mandacaru, foram encontradas salas de aula com ventiladores quebrados. A escola não tem área adequada para recreação, nem quadra para a prática de esportes e os banheiros feminino e masculino apresentavam vazamentos.

Outro problema encontrado na unidade foi a falta de acessibilidade. O banheiro adaptado para alunos com deficiência, por exemplo, não possuía barra de apoio.

Fiação exposta – Na segunda escola visitada pela equipe do Ministério Público, a escola estadual Braz Baracuhy, que fica no bairro Castelo Branco, havia fiação elétrica exposta em várias salas de aula, o encanamento do esgoto está quebrado há cerca de um mês e parte do muro está comprometida com rachaduras e pode cair a qualquer momento.

De acordo com a diretora Mônica Duarte Laureano, a unidade atende 480 alunos em três turnos e o índice de desenvolvimento da educação básica (ideb, indicador que avalia a qualidade da escola numa escala de zero a dez) é 1,9.

A escola não tem porteiro e nem vigias e necessita de pintura, reforma na fiação elétrica e no telhado. A caixa d´água está em desuso, a sala de recursos multifuncional não tem ventiladores, o banheiro masculino está com vazamentos e, embora o mato da escola tenha sido cortado, ainda existe muito lixo nos arredores da escola.

Reinspeção – A promotora de Justiça Fabiana Lobo também fez uma reinspeção no Centro de Referência de Ensino Infantil (Crei) Adalgisa Vieira, que fica no bairro Cruz das Armas. A unidade funciona em um prédio particular locado pela prefeitura e que não consegue atender às necessidades dos professores e alunos devido à falta de espaço. A solução para ampliar o espaço físico da escola será discutida com a Secretaria Municipal de Educação.

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