Promotor Carlos Guilherme é preso a pedido do MPE

O promotor de Justiça Carlos Guilherme Santos Machado foi preso, na tarde de ontem, em sua residência, em João Pessoa. Ele foi levado para o Centro de Ensino da Polícia Militar, em Mangabeira. O promotor é acusado de ter praticado crime de lesão corporal contra o cunhado, o pedreiro Patrício da Silva, no dia 14 de junho, no município de Cajazeiras, no Sertão da Paraíba.

A prisão foi efetuada pelo Grupo de Choque da Polícia Militar a pedido da Comissão Especial criada pelo Ministério Público Estadual para apurar o caso. Membros do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado do MP (Gaeco) também deram apoio à operação que culminou na prisão do promotor.

A prisão preventiva de Carlos Guilherme foi solicitada pelo MPPB porque ele se negou a atender a alguns chamamentos da Comissão Especial, criada por deliberação do Conselho Superior do Ministério Público no dia 15 de junho. Além de não prestar os esclarecimentos solicitados pela Comissão Especial, Carlos Guilherme é acusado de atrapalhar as investigações, ao inibir testemunhas.

Esta semana, o Ministério Público solicitou à Polícia Federal que fizesse uma busca na casa do promotor de Justiça, em Cajazeiras. Foram apreendidas uma espingarda calibre 12 e um rifle calibre 22 que não estavam registrados no nome de Carlos Guilherme (o que caracteriza posse ilegal de arma de fogo). Também foi apreendida grande quantidade de medicamentos que só podem ser prescritos através de receituário de controle especial. Por conta disso, o promotor de Justiça também poderá ser enquadrado no artigo 33 da Lei 11.343, que trata de tráfico de drogas.

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