Projeto de Vitalzinho que denomina trecho da BR 230 será sancionado por Lula

O Projeto de Lei 1769/2007, de autoria do deputado federal e candidato a Senador pela Coligação Paraíba Unida Vital do Rego Filho (PMDB), que denomina de Pedro Gondim um trecho da BR 230 está pronto para ser sancionado pelo presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT). A matéria foi aprovada na Câmara e no Senado e agora segue à sanção presidencial.

Na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado, a matéria foi aprovada com parecer favorável do senador Cícero Lucena (PSDB-PB). Logo após a aprovação, Vital Filho agradeceu ao senador o parecer e destacou a importância do projeto como “resgate da história de um político que deixou marcas indeléveis no coração dos paraibanos e que contribuiu, efetivamente, para o desenvolvimento da Paraíba”.

Segundo Vitalzinho, Pedro Gondim fez uma grande administração na Paraíba, “voltada para os movimentos sociais, através da qual dinamizou a agricultura, impulsionou o comércio, implantou novas indústrias e investiu em projetos culturais”.

Ele disse que já conversou com diretores do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes – DNIT para debater os detalhes da inauguração do trecho. Vitalzinho afirmou que o órgão viu a necessidade de construir passarelas em toda a extensão da rodovia, para auxílio à travessia de pedestres, e solicitou apoio do parlamentar. “Vamos proporcionar as verbas necessárias para a construção das passarelas, através de nossas emendas”, disse Vitalzinho.

Pedro Moreno Gondim

Pedro Gondim, advogado militante, ingressou na vida pública em 1946, quando fundou, com outros compatriotas, o antigo Partido Social Democrático (PSD). Ele foi eleito Deputado Estadual, reelegendo-se para um segundo mandato, mas não exerceu por ter sido designado pelo governador José Américo de Almeida para ser o Secretário da Agricultura, Viação e Obras Públicas do Estado da Paraíba.

Pedro Gondim foi também eleito vice-governador e, durante o período de 1958 a 1960, assumiu o Governo do Estado, pois o governador Flávio Ribeiro Coutinho afastou-se por motivos de saúde. Em 1960, Pedro Gondim afasta-se do governo para candidatar-se ao cargo de governador, sendo eleito, derrotando Janduhy Carneiro.

Com o golpe de 1964, Pedro Gondim ainda continua no cargo, até 1966, quando se candidatou a deputado federal pela Arena. Repassou o cargo ao então governador eleito João Agripino e teve seus direitos políticos cassados por dez anos, perdendo seu mandato de deputado. Somente em 1979 é anistiado pelo presidente João Figueiredo.

Gondim retomou as atividades políticas filiando-se ao PMDB e candidatou-se ao Senado Federal, atendendo aos apelos de amigos e às conveniências do partido. Não tendo alcançado a vitória, afastou-se da política, continuando, como ele próprio um dia afirmou “colaborador e não postulante”. Em 1985 ele ocupou uma diretoria do Banco do Nordeste, deixando o cargo ao término do mandato, em 1990. Pedro Gondim faleceu em 26 de julho de 2005, na cidade de João Pessoa, deixando herdeiros políticos como os netos, Vital Filho e Veneziano Vital do Rego.
 

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