Primeiro mártir de presos deve ser canonizado no Brasil

A diocese de São José dos Campos (91 km de São Paulo) conclui em dezembro a fase de investigação do processo de beatificação de Franz de Castro Holzwarth, advogado defensor da causa de presos e que foi morto em 1981 quando era mantido refém em uma rebelião na cadeia da cidade vizinha de Jacareí.
 
O frei Paolo Lombardo, enviado do Vaticano, chegou ontem ao Brasil para acompanhar o grupo que faz, hoje, o translado dos restos mortais de Franz do cemitério de Barra do Piraí (RJ), onde ele nasceu, até a igreja matriz de São José dos Campos, que ele costumava frequentar.
 
Esse translado faz parte do processo de beatificação _os restos mortais devem ser levados à diocese que faz a investigação. Uma urna com os restos mortais do advogado será enterrada na entrada da igreja matriz, que fica no centro de São José.
 
Holzwarth era vice-presidente da Apac (Associação de Proteção e Assistência aos Condenados) quando, em 14 de fevereiro de 1981, se ofereceu para trocar de lugar com um policial militar que era mantido refém por presos rebelados da cadeia de Jacareí.
 
Mais tarde, ele foi levado por presos em um carro usado na fuga e que acabou metralhado durante troca de tiros com policiais. Holzwarth foi atingido por mais de 30 tiros. Tinha 38 anos.
 
Ele é considerado mártir e, com a abertura do processo de beatificação, em maio de 2009, também recebeu da igreja o título de "servo de Deus", em reconhecimento aos serviços prestados.
 
 
 
Folha Online

Comentários

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.