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Presidente nega ter aliado preferencial na PB e confirma tese de picuinha

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), concedeu hoje uma entrevista à Rádio 98 FM e confirmou que sua presença na Paraíba ficou mais rara depois que passou a presidir o país. De acordo com ele, o motivo das ausências seria a divergência política existente no Estado:

"Eu vinha mais à Paraíba quando não era presidente. Eu estava mais por aqui quando eu era apenas do PT e precisava levantar o moral dos nossos companheiros. Depois, deixei de vir porque no Estado tinha muitas divergências e é preciso ter cuidado com esses assuntos", declarou Lula.

Sem preferência – O petista ainda falou sobre a política de alianças visando o ano eleitoral de 2010. Segundo ele, não existe "aliado preferencial" na Paraíba e nem no Rio Grande do Norte. Segundo o presidente, será feito um mapeamento dos locais onde a aliança entre PT e PMDB é possível, contudo, em Estados onde há candidatos de outros partidos da base do Governo, a questão ainda será resolvida: "Precisamos saber dos detalhes de cada Estado", disse ele, citando o Rio Grande do Norte e a Paraíba como exemplos.

"Nós temos que esperar o tempo certo para discutir essas coisas. É ainda muito cedo. A partir do ano que vem, os partidos vão fazer convenções. No meu caso, eu pedi que o presidente do PT, Ricardo Berzoini, começasse a mapear os Estados. Vai ter Estado onde vai ser possível a aliança com o PMDB, vai ter Estado onde vão ter dois ou três candidatos da base do Governo. É normal e é preciso ter maturidade para saber fazer campanha sem prejudicar nenhum dos companheiros. Em Pernambuco, já sabemos que o grande adversário é o PMDB e qualquer pessoa de bom senso sabe que não tem como conversar com o PMDB de Pernambuco. Mas, aqui na Paraíba e no Rio Grande do Norte, não. Vamos conversar para ver como se encontra uma solução. Sou um homem que acredita no diálogo. Já trabalhei em várias campanhas com José Maranhão. Poderemos continuar trabalhando juntos", declarou o presidente.

Ele também tratou sobre um pedido do governador José Maranhão (PMDB) para oferecer um ramal da Transnordestina ao Estado: "É plenamente possível. Ela não pode ser uma linguiça sem interligação com os Estados por onde passa. Mas, o projeto é grande e complicado. Levamos três anos somente discutindo a engenharia econômica", disse, sobre a solicitação feita pelo governador do PMDB durante a reunião dos Governadores.

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