Presidente do PT da PB lamenta que Bolsonaro inaugure “projeto grandioso de Dilma”

Na véspera da inauguração do Conjunto Aluizio Campos, em Campina Grande, o presidente do PT da Paraíba, Jackson Macêdo, lamentou que a obra esteja para ser entregue pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), que estará na manhã desta segunda-feira, 11, na Rainha da Borborema ao lado do prefeito Romero Rodrigues (PSD).

Para Macêdo, o Minha Casa Minha Vida foi um dos principais projetos voltados para a inclusão social no Brasil. Ele acredita que o complexo Aluízio Campos escreve o nome de Dilma na luta contra a desigualdade, mas lamenta que a inauguração das obras seja conduzida pelo maior crítico ao programa: Jair Bolsonaro (PSL).

“O ‘Minha Casa, Minha Vida’ é uma das grandes políticas de inclusão dos governos do PT e proporcionou que muitas pessoas participassem definitivamente da linha econômica do país, com direito à moradia digna, com acesso à escola, posto de saúde e creches; esse programa foi uma verdadeira revolução no Brasil”, defendeu Macêdo.

“Esse complexo faz parte de uma política pensada e implementada a partir dos governos petistas. Foi a presidenta Dilma quem começou a obra, pensou a obra e deu continuidade ao projeto. Quem inaugura o Aluízio Campos é alguém que é contra as políticas de inclusão do PT, que lutou para derrotar essas políticas que tanto fizeram bem às pessoas, durante os governos Lula e Dilma, mas o povo de Campina Grande sabe quem fez tudo acontecer e tem muito a agradecer à presidenta Dilma e nós estamos muito felizes pelas pessoas que serão beneficiadas, para que possam ter acesso à moradia digna”, apontou.

Atual presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) em Campina Grande, Márcio Caniello era secretário de Planejamento no município, em 2013, e coordenou a elaboração do projeto do Complexo Aluízio Campos (Masterplan). Ele denuncia que o descumprimento de metas assumidas pela Prefeitura Municipal para o complexo podem transformar a área em “um conjunto habitacional isolado, sem nenhuma vitalidade urbana”.

“Das 130 empresas que assinaram o protocolo de intenções, em 2014, para se instalarem no complexo industrial, só duas foram efetivamente implantadas, o que perverte totalmente o objetivo da integração moradia/trabalho, um dos pontos mais importantes do projeto. Além disso, nada foi feito quanto ao ‘hub’ logístico, ao parque ecológico, à ‘tecnópolis’ e à usina para tratamento e reuso de águas servidas”, destacou.

O ex-secretário lembra que apenas 5% dos custos do empreendimento ficaram sob a responsabilidade da prefeitura municipal e que o governo federal aportou cerca de 350 milhões de reais para o projeto, o que representa 95% do total investido. Ele teme que o conjunto habitacional esteja sendo entregue sem que sejam observados fatores fundamentais para garantir a dignidade dos moradores e moradoras.

“Vários problemas ainda precisam ser equacionados, como a segurança pública, o funcionamento dos equipamentos comunitários, a implantação de pontos comerciais e também questões relativas à mobilidade urbana e aos transportes públicos, já que o complexo fica na transição entre a zona urbana e rural do município”, disse. “É preciso tomar as providências para que as pessoas que forem ali morar vivam dignamente, pois este é o objetivo do Minha Casa Minha Vida, que financiou a construção de 9 mil unidades habitacionais para a população de baixa renda em Campina Grande”, avaliou Caniello.

“Minha Casa, Minha Vida” em Campina Grande – O complexo Aluízio Campos é uma obra voltada para trabalhadores e trabalhadoras de baixa renda, que se enquadram na primeira e segunda faixas do programa “Minha Casa Minha Vida”. As categorias tiveram redução orçamentária para a construção de moradias em 2019 e segundo o atual Governo Federal podem deixar de existir em 2020, desamparando milhares de famílias em todo o país.

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