Presidente do PMDB considera que Manoel renunciou a “privilégio”

O presidente do PMDB da Paraíba, Antônio de Souza, conversou ontem com o deputado federal Manoel Júnior (PMDB) que tornou pública no início da noite sua decisão de deixar a Comissão Provisória do PMDB de João Pessoa, em uma carta divulgada à imprensa. Aliás, teria sido pela internet que o dirigente estadual da sigla foi informado sobre o assunto, antes de ser procurado por Manoel. Hoje, em conversa com o Parlamentopb, Souza informou que a renúncia foi acatada, mas com discordância:
 
– Confesso que já conversei com ele e não vejo necessidade dele sair. Participar do PMDB é um privilégio. Maranhão, quando não houve possibilidade de fazer o diretório de João Pessoa, me aconselhou a compor a comissão com os deputados mais votados em João Pessoa. É a comissão que vai comandar a eleição do diretório. Manoel Júnior colocou a carta na imprensa e depois me procurou. Eu argumentei que ele só teria a ganhar porque ele teve o privilégio de estar entre os cinco que decidirão os rumos do diretório.
 
Além de Manoel, compõem a provisória o deputado federal Benjamin Maranhão, o vereador Fernando Milanez, o depútado estadual Gervásio Filho e o ex-vereador João Almeida. O cargo de Manoel Júnior ficará vago e não será substituído.
 
Mesmo com a decisão do federal de deixar a comissão e com as críticas feitas por ele ao partido, Antônio manteve seu discurso de que não há crise no PMDB:
 
– Dentro do PMDB não tem crise. Existe divergência de opiniões e isso é normal em um partido com mais de 70 mil filiados. Temos conversado com Manoel Júnior e ele tem nosso respeito. É inteligente, tem passado de luta e boa administração, mas não aceitamos imposições. Ele queria a pesquisa qualitativa para a escolha do candidato a prefeito, mas nós achamos que esse não é o melhor critério. A forma democrática será a pesquisa quantitativa, capaz de medir qual candidato com maior densidade eleitoral. Ele tem pontuado entre 4 e 5%, enquanto Maranhão chega a superar os 20%. Na hora da eleição, o voto do Papa conta tanto quanto de qualquer outro eleitor. A urna não quer saber de voto qualificado. Ela mede os votos simples.
 
Finalmente, o presidente do PMDB informou que na reunião mantida na última terça-feira com os pré-candidatos a vereadores de João Pessoa, houve um movimento para pressionar o ex-governador José Maranhão a assumir logo a pré-candidatura a prefeito:
 
– Os candidatos a vereador quiseram aprovar uma moção pela candidatura de Maranhão. Ele é que não aceitou porque lembrou que seria feita uma pesquisa para escolher o candidato, segundo seu compromisso com Manoel Júnior.
 
O PMDB já contratou dois dois institutos "de fora" para aferir a opinião do eleitorado a respeito do melhor nome do partido para a sucessão municipal. O resultado será divulgado no dia 13 de fevereiro.
 
– Será um processo com lisura e o nome apontado deverá ser seguido pelo partido, sem divergências – alertou Antônio de Souza.

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