Prefeitura de CG vai discutir preconceito contra soropositivo

Nesta terça-feira, 1º, quando será comemorado o Dia Mundial de Luta Contra a Aids, a Secretaria de Saúde da Prefeitura de Campina Grande realizará o “Encontro Viver com Aids é possível, com o preconceito não”, que pretende discutir com a população questões como a discriminação que ainda existe em relação aos portadores do HIV e às pessoas que já desenvolveram a doença. 
 
O encontro será realizado no Teatro Rosil Cavalcante, a partir das 8h, quando acontece uma mesa-redonda com a presença de representantes da área de saúde, Conselho Municipal de Saúde e Igreja Católica, além de um portador do HIV, que discutirão “Acesso universal e direitos humanos”. A mediação será feita pela coordenadora municipal de DST/Aids, Olenice Ernesto. A programação da manhã será encerrada com a apresentação de um grupo de chorinho.
 
À tarde, a acolhida aos participantes será feita pela coordenadora do SAE (Serviço de Assistência Especializada), Márcia Regina Amaro. Em seguida, será apresentado o espetáculo DST-Aids contra a Super Camisinha, com a participação de usuários do GAV. O cantor Alexandre Tann encerrará a programação artística da tarde.
 
A Secretaria de Saúde da Prefeitura de Campina Grande, através da Coordenação de DST/Aids, registrou no primeiro semestre deste ano, três casos de Aids – todos do sexo masculino – em pessoas residentes no município. No ano passado, foram 20 casos, sendo 11 em homens e nove em mulheres e ainda de acordo com os dados da Secretaria Municipal de Saúde, entre 1985 e o primeiro semestre deste ano, foram 426 casos e 140 óbitos. Do total de casos de Aids no município de Campina Grande, 70,4% deles são de homens e a faixa etária com maior número de casos é de 20 a 39 anos, com 311 registros. 
  
Serviços – A Secretaria Municipal de Saúde assegura, de acordo com o que preconiza o Programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde, o direito à saúde das pessoas vivendo e convivendo com HIV/Aids no que se refere à prevenção, diagnóstico e assistência. O CTA, que funciona no Centro de Saúde do Catolé, é um dos serviços disponibilizados pelo município e tem com objetivo ampliar o acesso ao diagnóstico precoce da infecção pelo HIV e ao aconselhamento.
 
Além de realizar o exame de HIV de forma gratuita, voluntária e sigilosa, no CTA são feitos os Aconselhamentos Individual Pré-Teste e Pós-Teste, e Coletivo, onde são promovidos apoio emocional, educativo, avaliação de riscos, atitudes e condutas, orientação sobre o uso correto e distribuição de preservativo entre os usuários.
 
O CTA também encaminha as pessoas HIVpositivas para os serviços de referência, auxiliando os usuários no processo de adesão aos tratamentos retrovirais, auxilia os serviços de pré-natal e maternidades do Projeto Nascer para testagem sorológica de mulheres gestantes, além de absorver a demanda por testes sorológicos nos bancos de sangue. O CTA Itinerante se desloca para levar informações e aconselhamento, independente de coletar ou não o material para a realização de exame.
 
No SAE, os portadores de HIV/Aids recebem o coquetel e os medicamentos para as doenças oportunistas que costumam afetar os soropositivos. No caso dos portadores que ainda não desenvolveram a doença, eles têm o acompanhamento da carga viral e se apresentarem doenças oportunistas, também recebem a medicação.
 
Os pacientes assistidos pelo SAE realizam todos os exames e quando necessitam de consultas com especialistas que o serviço não dispõe, são encaminhados pelo serviço social. Em relação às crianças nascidas de mãe soropositivas para o HIV, elas recebem leite em pó até o sexto mês de vida, já que não podem ser amamentadas. Alguns pacientes com dificuldades de locomoção são atendidos através da ADT (Assistência Domiciliar Terapêutica).

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