Por falta de fundamentação, PF nega proteção a Daniel e Rodolfo

Os empresários Daniel Cosme Gonçalves, da New Life Distribuidora de Livros, e Rodolfo Pinheiro Lima, responsáveis pela divulgação de denúncias contra a prefeitura de João Pessoa, não poderão contar com a proteção policial solicitada para ambos à Polícia Federal pelo deputado estadual André Gadelha (PMDB), líder de oposição na Assembleia Legislativa da Paraíba. O pedido foi negado ontem por "falta de fundamentação jurídica". O autor reconheceu a fragilidade dos ofícios encaminhados e prometeu refazê-los.

Daniel Cosme foi levado pela oposição, na última quinta-feira, 3, à Assembleia Legislativa, onde repetiu as denúncias feitas na Revista Época e disse ter sido vítima de uma suposta armação que lhe teria custado R$ 2,3 milhões. Segundo ele, o sócio, Pietro Harley, teria se aliado a auxiliares da prefeitura de João Pessoa para desviar o pagamento do fornecimento de livros para a campanha do então candidato ao Governo do Estado, Ricardo Coutinho (PSB). A prefeitura, contudo, diz que Pietro era representante legal da firma e considera o episódio como uma briga de sócios que não tem relação com a gestão municipal. Já Rodolfo Pinheiro Lima ampliou o espectro da queixa e disse haver um esquema de superfaturamento de licitações em João Pessoa.

Ainda a respeito de Daniel, o empresário disse que pretende pedir proteção ao Ministério da Justiça, em Brasília.

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