Policiais civis e delegados rejeitam proposta do Governo

Os policiais civis e os delegados da Paraíba rejeitaram a proposta salarial feita pelo Governo do Estado e vão continuar em greve. Hoje, foi formalizada a oferta de aumento de 10% para os policiais civis e 5% para os delegados, válidos a partir de outubro de 2010, a depender da arrecadação fiscal do Estado. No início da tarde, o presidente da Associação de Defesa das Prerrogativas dos Delegados da Paraíba, Cláudio Lameirão afirmou que não seria necessário sequer realizar assembleia para responder ao Governo sobre a proposta: "É uma brincadeira que não merece resposta. Uma proposta risível".

Depois da reunião com o secretário de Segurança, Gustavo Gominho, os delegados seguiram para o Aeroporto Castro Pinto onde promoveram um protesto contra a falta de atendimento às reivindicações da categoria: "Mostramos aos turistas que na Paraíba não tem segurança pública", desabafou o presidente da Adepdel.

os delegados reivindicam a paridade salarial com os procuradores estaduais ou com os delegados do Rio Grande do Norte. O valor pedido varia entre R$ 8 mil e R$ 9,1 mil. Atualmente, a renda inicial de um delegado de Polícia Civil na Paraíba está em R$ 5,3 mil, salário que, segundo a categoria, é o menor do país.

Aspol – Mesmo contrariados com os 10% oferecidos, os policiais civis chegaram a realizar uma assembleia no final da tarde. A maioria dos filiados à Associação dos Policiais Civis de Carreira (Aspol) decidiu pela continuidade da mobilização.

Os policiais civis querem o retorno da gratificação por atividade de risco e a paridade dos reajustes concedidos aos demais servidores da Segurança Pública. Eles alegam que na última greve apenas os delegados foram contemplados com aumento salarial.

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