Polícia conclui que Padre Gilmar não foi sequestrado

O caso do desaparecimento do Padre da Igreja de Santa Terezinha, no Róger, José Gilmar Moreira, de 46 anos, teve hoje uma reviravolta. A Polícia Civil, que investiga o caso, descobriu que não houve sequestro como foi dito inicialmente pelo religioso, que teria ficado em um matagal em poder de marginais. A nova versão sobre o que aconteceu é que o padre estaria sendo extorquido e, sem ter como pagar a quantia que os bandidos queriam, resolveu “desaparecer”.

Segundo o delegado Luciano Soares, superintendente da Polícia Civil, a extorsão seria de R$ 50 mil e por causa da impossibilidade de quitar a dívida, o padre teria ido ao Litoral Sul e tentado se afogar no mar.

Ele mandou uma mensagem para um outro religioso que morava na casa paroquial, o Irmão Otávio, pedindo socorro, mas imaginou que já não estaria mais vivo quando o colega visualizasse o conteúdo, o que faria com que pensassem que ele tivesse sido alvo de um assassinato.

O motivo da extorsão não foi revelado pela polícia, que se limitou a dizer que tinha relação com fatos ocorridos antes do padre chegar a João Pessoa.

Gilmar foi encontrado na quarta-feira, 16, por volta das 16 horas.  No dia seguinte, ele procurou a polícia e prestou novo depoimento  contando a nova versão para o que teria acontecido.

Agora, o Padre Gilmar será indiciado por falsa comunicação de crime. Ele responderá em liberdade. Na igreja, ele pediu afastamento para tratamento emocional.

Comentários

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.