PF prende ex-secretário do Meio Ambiente de MT e mais 71

Uma operação da Polícia Federal deflagrada na manhã desta sexta-feira já prendeu 72 pessoas suspeitas de aprovar licenciamentos e planos de manejo florestal fraudulentos usados para legalizar madeira extraída ilegalmente, especialmente de terras públicas e indígenas, assentamentos e unidades de conservação em Mato Grosso.

Entre os presos estão Luis Henrique Daldegan, ex-secretário estadual do Meio Ambiente; Janete Riva, mulher do presidente da Assembleia Legislativa de MT, José Riva (PP); e Rodrigo Spinelli, filho do ex-conselheiro do TCE (Tribunal de Contas do Estado) Ubiratan Spinelli; além de madeireiros, fazendeiros, engenheiros florestais e servidores públicos da Sema (Secretaria Estadual do Meio Ambiente de Mato Grosso) e de outros órgãos.

Ubiratan prestou depoimento, mas não foi preso.

A PF cumpre ao menos 91 mandados de prisão preventiva em municípios de Mato Grosso, São Paulo, Paraná, Rio Grande Sul e Espírito Santo.

Segundo a PF, os servidores presos são suspeitos de aprovar licenciamentos e planos de manejo florestal fraudulentos usados para legalizar madeira extraída ilegalmente, especialmente de terras públicas e indígenas, assentamentos e unidades de conservação em MT.

O valor estimado dos danos ambientais causados pelos investigados chega a cerca de R$ 900 milhões, segundo a PF.

A operação –chamada Jurupari, referência a uma lenda tupi que fala de uma entidade enviada pelo Sol para reformar a Terra, segundo a PF–, é resultado de cerca de dois anos de investigações.

Os suspeitos podem ser indiciados por formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva, furto, grilagem de terras, falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistema de informática e diversos crimes ambientais, de acordo com a PF.

A Justiça Federal em Mato Grosso também decretou o sequestro e indisponibilidade dos bens dos envolvidos e o afastamento de todos os servidores indiciados.

Segundo a PF, as investigações mostram que os servidores possuem movimentações financeiras superiores aos rendimentos de funcionários públicos.

A reportagem ainda não conseguiu contato com a defesa dos presos.

Folha Online

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