Pequenos negócios geram quase 80% dos empregos formais na Paraíba

No acumulado de janeiro a setembro de 2010, as micro e pequenas empresas paraibanas foram responsáveis por quase 80% dos empregos gerados com carteira assinada. Os números consolidados pelo Sebrae e extraídos da base de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que, do total de 18,1 mil postos criados este ano no Estado, mas de 14,4 mil foram oriundos dos pequenos negócios (79,72%).
 
O superintendente do Sebrae Paraíba, Júlio Rafael, afirma que a performance das micro e pequenas empresas de gerar emprego no Estado chega a ser melhor que a do próprio país. “É uma característica de nossa economia. Para se ter uma ideia da força e representatividade na Paraíba, a taxa é bem superior à média nacional no mesmo período, 68,24% do total ou 1,5 milhão de postos. Na prática, de cada 10 empregos gerados este ano, oito deles vieram dos pequenos negócios”, comentou.
 
Segundo a gestora de políticas públicas do Sebrae Paraíba, Bera Wilson, o número de empregos gerados nos nove meses deste ano não apenas bateram recordes, mas já superaram os doze meses do ano passado. “No ano de 2009, as micro e pequenas empresas criaram 12,6 mil empregos na Paraíba, enquanto no acumulado de janeiro a setembro deste ano o saldo de vagas abertas chegou a 14,4 mil”, detalha.      
 
O analista de gestão estratégica do Sebrae, Leonardo Mattar, os setores que mais contribuíram para vagas nos pequenos negócios foram serviços (5,2 mil), seguido da construção civil (4,2 mil). Mais atrás vieram o comércio varejista (2,9 mil) e a indústria de transformação (1,7 mil). “Somente os setores dos serviços e construção civil geraram 65,4% do total na modalidade. Em termos de variação, a indústria de transformação registrou a maior expansão 92,2% em relação ao ano de 2009, enquanto construção civil (52,4%) e serviços (45,1%) cresceram menos na variação, mas em compensação registram o maior número empregos absolutos”, pondera.  
 
Júlio Rafael avalia que o crescimento econômico vivenciado no país que reflete na Paraíba em aumento não apenas de formalização das empresas, mas também em abertura de empregos. “Uma das principais características dos pequenos negócios é criação de emprego, daí a importância de um olhar especial dos gestores públicos do Estado para esse setor. É preciso gerar políticas públicas tanto pelo Estado quanto pelos municípios um ambiente propício para elevar a competitividade dessas empresas no mercado e a expansão de seus negócios, como forma de elevar ainda mais os empregos criados”, lembrou.   
 
Segundo Bera Wilson, as microempresas com até quatro empregados são as campeãs no saldo de novos postos. Elas concentraram 61,3% dos postos de trabalho no Estado, o que representa 11,1 mil empregos, enquanto as médias e grandes empresas menos de 20% (3,6 mil). As pequenas empresas com 20 a 99 empregados geraram 15,4% do total (2,8 mil) as que possuem entre 5 a 19 empregados criaram apena 1,5% do saldo total.
 
“É bom lembrar que em 2009, período da crise econômica, as médias e grandes empresas da Paraíba geraram apenas 623 postos, enquanto as micro e pequenas foram responsáveis por 95% do saldo do emprego formal na Paraíba (12,6 mil). Nos nove meses de 2010, essa expansão do saldo de empregos nas micro e empresas se manteve, enquanto médias e grandes recuperaram fôlego no cenário pós-crise, porém, em menor proporção”, avaliou.
 

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