Pedro reage em verso à crítica de João Azevêdo a coronéis de Campina Grande

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O ex-deputado federal Pedro Cunha Lima divulgou na tarde deste sábado um verso que fez em resposta a uma declaração do governador João Azevêdo (PSB) a respeito da existência de coronéis na política de Campina Grande. A frase foi proferida pelo chefe do executivo estadual durante a plenária do PSB, no último dia 1º no Garden Hotel, quando os socialistas lançaram o médico Johnny Bezerra, secretário de Saúde do Estado, como pré-candidato a prefeito da Rainha da Borborema.

“Essa cidade precisa voltar a ser liderança estadual. Infelizmente isso se perdeu em verso e prosa. O discurso era muito bonito, mas a prática era muito diferente. O tempo dos coronéis acabou, já enterramos isso. Ou conversa, ou não avança. A nova política exige que o gestor faça pelo povo. É preciso humildade. Tem que sentar no mesmo nível das pessoas e entender as demandas”, foi o que disse João.

Pedro tomou a crítica como endereçada ao avô, o saudoso poeta Ronaldo Cunha Lima. Em resposta ao que disse João, ele publicou os seguintes versos:

Soneto à covardia

Na lição da mais pura covardia
Vem, agora, esse “supersecretário”
Com a memória carregada de calvário,
Atacar a memória da poesia!

E Campina não se esquece que um dia
Um Poeta, sua crença, um ideário
Dispensando esse seu supersalário
Trabalhava com amor e ousadia.

E Campina, João, é independente
Não lhe escolhe de maneira consciente
Na vontade sempre livre e soberana

Mais respeito à história da cidade
Ao descanso dos que estão na eternidade
E se elevam na sua afronta leviana!

Confira a declaração de João e, depois, o soneto declamado por Pedro.

Apesar da interpretação de Pedro, a provocação de João Azevêdo pareceu mais endereçada ao prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima porque a referência feita à falta de diálogo foi à crise entre os vereadores e o poder executivo que começou no fim do ano passado por causa da ausência das emendas impositivas na LOA e se arrastou até que os vereadores derrubassem a proposta do prefeito de 0,7% da Receita Corrente Líquida, passando para 1,2%.

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jucelio

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