“Participar do governo que o PT não faz parte é infração”, diz Jackson

Nas proximidades do fim do prazo para decidirem se ficariam ou não no Partido dos Trabalhadores, os filiados que exercem cargos no Governo do Estado, Carlos Alberto (executivo da Infraestrutura), Francisco Linhares (diretor da PB-Tur) e Maria Aparecida Henriques (comissionada da Secretaria de Agricultura), optaram por pedir o afastamento da legenda através de uma carta subscrita pelos três. O documento foi entregue ontem à tarde (17) ao presidente do PT de João Pessoa, Jackson Macêdo. Segundo ele, o assunto será tema da próxima reunião executiva, marcada para o dia 29 de janeiro.
 
Ainda de acordo com Jackson, o partido havia dado um prazo de 30 dias para que eles deixassem suas funções no Governo do Estado. “Eles já haviam sido intimados. A decisão de qual postura será tomada será da executiva do PT. Não será do presidente ou de quem quer que seja, mas do partido”, esclareceu.
 
O presidente municipal do PT falou ao ParlamentoPB que o estatuto do PT é claro e que “participar do governo que o PT não faz parte é considerado uma infração”. “O partido não admite que os filiados participem de quem faz oposição à legenda. O PSB é adversário do governo Dilma. O estatuto prevê punição para esse tipo de posicionamento. Não iremos fazer nada diferente do que está previsto”.
 
Sobre as possíveis punições que os filiados poderão sofrer, Jackson explicou que vão desde a advertência até mesmo à expulsão. “Isso é analisado caso a caso”, finalizou.

Comentários

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.