Parlamentares, sindicalistas e lideranças comunitárias criticam aumento da energia

Em sessão especial realizada na manhã desta sexta-feira, parlamentares, sindicalistas, presidentes de associações de bairros e lideranças comunitárias se revezaram na tribuna da Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) para criticar o aumento nas contas de energia elétrica e cobrar da Energisa-Paraíba melhoria na prestação dos serviços oferecidos aos consumidores. Alguns foram mais polêmicos e defenderam, inclusive, que os serviços retornem ao gerenciamento do poder público e que a concessionária seja “deportada” do estado.
 
O vigilante Itamar Alves, líder comunitário em Mangabeira e que reside no Cidade Verde, denunciou que “a empresa vem agindo com arbitrariedade ao cortar a energia de vários consumidores por causa de três dias de atraso no pagamento das contas, uma vez que a lei determina que o corte só poderá ser executado a partir do quinto dia de atraso. Para ele, a concessionária não presta, há muito tempo, um bom serviço à população.
 
“Para se ter uma idéia da arbitrariedade cometida por essa empresa, um consumidor teve o lacre do seu medidor quebrado e ele estava com as contas em dia. Isso é um absurdo”, contou. A vereadora Sandra Marrocos (PSB) cobrou a instalação de unidades de pagamento das contas de energia nos Bairros de Mangabeira e Cruz das Armas, como a empresa havia prometido no ano passado. Ela disse que não ficou satisfeita nem concordava com as explicações dos dirigentes da concessionária para conceder o aumento aos consumidores.
 
O funcionário público Edvaldo Pereira, presidente da Associação Comunitária do Cidade Verde, em Mangabeira, acusou a Energisa de estar “lesando o consumidor e descumprindo, em alguns casos, com a lei que determina a implantação da tarifa social”. O coordenador do Procon de João Pessoa, Watteau Rodrigues, lembrou que no ano passado o órgão pediu esclarecimentos sobre a cobrança do PIS e Confins nas contas de luz, mas a empresa não forneceu explicações convincentes.
 
Watteau recordou que a concessionária foi autuada e, agora, com a decisão da Justiça de manter a cobrança dos impostos, o Procon quer saber por que a lei vem sendo desrespeitada novamente. O coordenador do Movimento de Exploradores pelas Tarifas Públicas (METP), Marival Acioly de Souza, apresentou na tribuna uma relação de quatro mil consumidores que foram prejudicados pela empresa por conta do atraso no pagamento das contas e má prestação dos serviços. Ele argumentou que a empresa tem arrecadações vultosas, só pensa, cada vez mais, em lucrar e descrimina aqueles consumidores de baixa renda.
 
Já o vereador Bosquinho (DEM) lembrou que esses “aumentos abusivos da Energisa e a má prestação dos serviços é reflexo da privatização feita pelo governo do estado”. Ele responsabilizou o governo federal e os congressistas pelo fato da Anaeel estar “deitando e rolando” na aprovação de aumentos nas contas de energia”.

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