Paraíba investiga 2 casos de “fungo negro” em pacientes pós-Covid; uma mulher morreu

Dois casos suspeitos de infecção pela mucormicose, causada pelo chamado “fungo negro”, estão sob investigação na Paraíba. Uma paciente residente em Areia de Baraúnas que foi encaminhada ao Hospital Regional de Patos morreu e um outro está em tratamento, mas não se sabe se ambos foram infectados pelo fungo negro, que atinge pacientes em tratamento da covid-19 porque o uso de medicamentos para a doença abala a imunidade.

A Secretaria de Saúde recebeu no sábado, 5, a notificação deste caso de uma mulher adulta, residente no município de Areia Baraúna. A paciente foi levada ao Hospital Regional de Patos e depois foi transferida para o Hospital Universitário Lauro Wanderley, em João Pessoa onde morreu no dia 13 de maio de 2021. O caso está sob investigação epidemiológica da SES.

“Não é uma doença transmissível. Ela acomete principalmente as pessoas com baixa imunidade e neste momento no mundo todo está acometendo pacientes pós-Covid graves, diabéticos e nestes casos o fungo negro pode levar à morte, como aconteceu com a paciente de Areia de Baraúnas”, explicou o secretário de Saúde da Paraíba, Geraldo Medeiros.

O infectologista Marco Aurélio Safadi, em entrevista ao UOL, disse que muitos casos foram registrados na Índia, e um caso brasileiro, ocorreram em pacientes com covid e que tinham diabetes que usaram doses altas de corticoesteróides. “Eles [medicamentos] nos ajudam em alguma fase da doença, mas deprimem a nossa imunidade e, ao deprimir nossa imunidade, esse fungo que vivia em harmonia com o nosso organismo passa a representar risco e causar doença”.

A mucormicose tem cura, mas sua letalidade gira em torno de 50%. Alguns pacientes só puderam ser salvos após ter um olho removido. “Há tratamento e, quando iniciado em fase precoce da doença, a letalidade diminui muito. O prognóstico melhora muito”, acrescentou Safadi.

Neste vídeo, o repórter Matheus Magenta, da BBC News, explica o que, segundo médicos, causa a doença, e por que ela encontrou na Índia um terreno fértil para se espalhar.

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