Mário Tourinho

Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal


Para estas 2ª e 3ª feiras do novo carnaval e a 4ª de cinzas

A semana antecedente ao carnaval, que neste Brasil constitui-se em uma outra festa carnavalesca e que aqui em João Pessoa tem como ponto alto “a 4ª feira de fogo” (com o Bloco “Muriçocas do Miramar” descendo a “ladeira da folia” e cantando “de Tambaú ao rio Sanhauá”), este ano foi de 7 a 13 de fevereiro corrente. E “passou passando” sem a festança tradicional, isto – conforme um dos versos do novo hino/canção produzido por Mestre Fuba (Flávio Eduardo) – “por respeito e amor ao folião”, tendo em vista as recomendações sanitárias para que não haja aglomerações e juntos possamos contribuir para que seja vencida a pandemia da covid-19.

Se referida semana já “passou passando” sem a festança tradicional (inclusive a do domingo do “tríduo momesco”), é igualmente prudente que evitemos promover ou participar de aglomerações nestas 2ª e 3ª feiras de “carnaval”, cabendo, também, que saibamos seguir as orientações da Igreja em relação às celebrações da “4ª feira de cinzas”.

Sim! Devemos, claro, agir com as devidas precauções sanitárias nas participações presenciais às celebrações religiosas, inclusive na da “4ª feira de cinzas”, que, dentro do calendário litúrgico, corresponde ao início da “quaresma”. E a “quaresma”, como todos sabemos, é o período de 46 dias para a celebração da Páscoa, Páscoa que não é só o domingo (domingo de Páscoa, que neste ano coincidirá com a data 4 de abril), mas a “Semana Santa” em si, em que estão a “quinta feira do Lava-Pés e da última Ceia de Jesus com seus apóstolos (dia 1º de abril), a “Sexta-Feira da Paixão (dia 2) e o Sábado de Aleluia (dia 3)!

No título destes escritos está uma sinalização do nosso propósito quanto como encararmos, neste tempo nada normal, as 2ª, 3ª e 4ª feiras desta semana, sem o tradicional carnaval e nem mesmo as aglomerações para, nas Igrejas, o recebimento das cinzas caracterizadoras do sentimento de verdadeiro arrependimento por atitudes não aceitáveis (ou definidas como pecadoras). Nesse título está principalmente o propósito no sentido de que bem nos preparemos para festejarmos a Páscoa (4 de abril), desde já pedindo a Deus que os cientistas e os governos, em harmonia, já tenham propiciado que até lá a vacinação anti-covid/19 encontre-se bastante avançada, beneficiando minimamente a maioria da população!… Assim, celebremos, louvando a Deus, por mais um Domingo de Páscoa, em que exaltamos a Ressurreição de Jesus Cristo, Ressurreição esta indicadora da vitória de toda a humanidade em face desse maligno vírus originador da covid-19!

1 comentário

  • José Mário Espínola
    06:53

    Belo texto, Tourinho! Mas só não vemos aglomerações nas igrejas: as praias estão lotadas de pessoas sem máscaras. Pois quase não vimos nenhum mascarado. Nem parece que estamos no carnaval…

Comentários

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