Mário Tourinho

Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal


Os ônibus não são os “vilões” da covid-19, não!

 

O amigo/jornalista Ruy Dantas foi quem me enviou o “link” de uma matéria sobre uma pesquisa cujo resultado aponta que os ônibus do transporte coletivo não são os “vilões” da propagação do novo coronavírus, não! A contaminação relativa à covid-19 pode ocorre nos ônibus tão igualmente quanto ocorre nos outros lugares em que haja proximidade de pessoas. Mas, nos sistemas de transporte coletivo, organizados e bem gerenciados como os das cidades de João Pessoa e Campina Grande, o grau de contaminação efetiva-se em índice até menor que em outros ambientes!

A pesquisa, a que se refere esse “link” enviado por Ruy, efetivou-se   tomando por amostra nada menos do que 17 sistemas de transporte coletivo  urbano do país, que, a exemplo das cidades paraibanas, adotam medidas preventivas de higienização dos veículos, tanto nas garagens como ao final das viagens, e disponibilizam álcool gel para o acesso dos passageiros aos ônibus, além  da exigência individual do uso de máscaras.

Como Ruy Dantas meu bom amigo é e muitos sabem deste fato, assim como o de que profissionalmente já atuei no transporte coletivo, não quis ficar limitado só a esta pesquisa brasileira, não! Também me lembrei das conclusões de uma outra pesquisa, esta bem anterior e realizada no exterior, lá longe, na China (cidade de Chongquin). Demonstrou que o passageiro, mesmo que infectado, mas estando de máscara e adotando os outros cuidados relativos ao caso, não contamina, não!

Estudo similar ao da China foi feito no Japão, tendo a mesma conclusão, qual seja: – com os veículos devidamente higienizados, com os passageiros usando máscaras e praticando os outros cuidados recomendados, a irradiação do novo coronavírus só se dá em igual grau do que ocorre nos outros lugares.

O que estaria faltando aqui, em nossas cidades, e que as populações da China e do Japão já adotam?!…

– Que os passageiros evitem conversar dentro dos ônibus e igualmente, por consequência, evitem atender telefonemas! O silêncio, que, neste caso, é recomendado, funciona para reduzir a carga viral a que as pessoas estão expostas.

A propósito, bem que nossos Governos poderiam fazer uma campanha de conscientização nesse sentido, afinal o transporte coletivo é um serviço essencial que a maioria da população dele muito depende para seus deslocamentos diários, mesmo em tempo de restrições de mobilização!

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