Operadores do transporte coletivo terão aumento de 9%

Depois de quase sete horas de negociação, foi fechada na noite desta terça-feira, 28, o acordo relativo à convenção coletiva 2011/2012 dos operadores do sistema de transporte coletivo da capital. A mesa redonda composta por representantes do Sindicato das Empresas de Transportes Coletivos Urbanos de João Pessoa (Sintur-JP) e dos Motoristas Profissionais da Paraíba, foi mediada pelo auditor fiscal da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE-PB), José Cursino. No final das negociações, a proposta patronal era de um reajuste de 8%, os trabalhadores pediam 10% e a proposta aprovada de 9% foi sugerida pelo mediador da SRTE-PB. As mudanças nos rendimentos vigoram a partir de 1º de julho, data base da categoria.

Com o aumento aprovado, o salário dos motoristas de ônibus da capital que era R$ 1.160,00 passa para R$ 1.264,00, enquanto que o valor do ticket alimentação sobe para R$ 278,00, totalizando uma remuneração de R$ 1.542,00. O percentual de 9% sobre o salário nominal representa um ganho real de 2% acima da inflação, já que o INPC de maio foi de 6,44% e o de junho deve fechar em torno de 7%. Além do reajuste do salário, os operadores também terão assegurado mais 22% de aumento sobre o salário básico já reajustado, aplicado sobre o valor do ticket alimentação. Quanto aos cobradores, a remuneração passou dos atuais R$ 645,00 para R$ 703,00, que acrescido do valor do  ticket alimentação de R$ 154,00 chega ao valor mensal de R$ 857,00. Além de motoristas e cobradores também estão incluídos no acordo os profissionais das empresas de ônibus que trabalham como manobristas, despachantes e mecânicos.

No final da rodada de negociação, o presidente do Sintur-JP, Alberto Pereira, falou sobre os resultados da mesa redonda e afirmou que o aumento concedido pelas empresas vai exigir muito esforço da parte patronal. “Entendo que a categoria profissional merecia receber um aumento até maior pela responsabilidade que tem de transportar nossos passageiros, mas o que foi acertado além de superar o índice do INPC, também ficou acima do percentual de negociação de várias capitais do Nordeste e foi o máximo que as empresas podiam negociar e suportar”, disse Alberto, lembrando que as empresas terão que se desdobrar nos próximos seis meses para aguentar o impacto do reajuste dos salários, já que a revisão da  tarifa só acontece no final do ano.

Para o presidente do Sindicato dos Motoristas, Antônio de Pádua, o percentual do aumento concedido  foi bastante satisfatório, além da categoria avançar em outros aspectos trabalhistas. “O reajuste concedido representa um ganho real de 2% acima da inflação, asseguramos todas as cláusulas sociais, além da continuidade do passe livre nos ônibus para os trabalhadores e os 22% de reajuste do valor do ticket sobre os salários já atualizados. de forma que a categoria saiu, mais uma vez,  vitoriosa e fortalecida”, afirmou Pádua.

O auditor da Superintendência Regional do Trabalho, José Cursino, que mediou a mesa redonda, e teve sua proposta de reajuste aprovada, elogiou a postura dos dois segmentos, obreiro e patronal, durante a realização da rodada de discussões da convenção coletiva. “Gostaria de agradecer a compreensão e o respeito de ambos os lados, que se comportaram de maneira exemplar demonstrando amadurecimento e contribuindo para que se chegasse a um consenso na primeira mesa de negociação. Entendo que chegamos a uma solução justa, que atingiu o máximo de ambos os lados”, finalizou José Cursino, ao encerrar a sessão por volta das 21h30.

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