Odon Bezerra promete provar que não é candidato do Governo

O advogado Odon Bezerra mostrou-se hoje indignado com as acusações que vem recebendo desde que se lançou na disputa pela presidência da Ordem dos Advogados do Brasil seccional Paraíba há duas semanas. O ex-coordenador do Procon Estadual concedeu uma entrevista no programa Bastidores, apresentado pelo Padre Albeni Galdino na TV Master e afirmou que vai provar que não é um candidato "chapa branca" como seu adversário, José Mário Porto, presidente da OAB-PB, tem insinuado: "Ele quer cercear meu direito de disputar a eleição e ser votado? Hà 15 dias, eu era uma ótima pessoa, agora, estou sendo vítima de acusações vis", disse Odon, acrescentando que sua irmã, Ivani Bezerra Cavalcanti Mesquita, foi nomeada para a secretaria executiva da Casa Civil por méritos próprios: "Eu não indiquei minha irmã. Ela está no Governo porque tem luz própria. Minha família tem gente competente, como meu irmão Hervázio, que é vereador por seguidos mandatos em João Pessoa; minha irmã Ana Amélia que é funcionária da Emater e minha irmã Isabel, que é aposentada da Assembleia".

Apesar de negar e pecha de candidato governista, Odon confirmou tomou a decisão de concorrer à OAB na tarde do mesmo dia em que sua irmã foi empossada no Governo. A reunião decisiva se deu no Cassino da Lagoa, com a presença do também advogado Marcelo Figueiredo, um dos principais entusiastas de sua candidatura. Odon acrescentou que o consultor jurídico do governador, Assis Almeida, é um apoiadores de sua campanha, assim como o secretário chefe da Casa Civil, Marcelo Weick. Outro nome do Governo que apóia sua postulação é o advogado Roosevelt Vitta, secretário de Administração Penitenciária. Mas, segundo o candidato de oposição, o forte dos grupos que lhe dão sustentação são os jovens advogados: "Para tirar o sono de muita gente, posso dizer que 80% dos jovens me apóiam e já formalizaram isso".

Sem mágoa – Preterido na escolha do representante da OAB na última eleição para o Quinto Constitucional, Odon Bezerra disse que não guarda mágoa do ex-governador Cássio Cunha Lima (PSDB) que nomeou Joás de Brito Filho como desembargador, apesar de ter tido uma votação menor que o ex-coordenador do Procon: "Posso garantir que não fiz festa por causa disso, mas hoje entendo que não era a minha vez. Se fosse, o ex-governador teria me nomeado. Mas, aprendi com meu pai a não guardar mágoas. De toda forma, o impacto foi muito forte. Meu irmão falou sobre isso em um pronunciamento na Câmara, apesar de eu ter pedido para que ele não se pronunciasse. Fiquei triste, mas não fui desembargador porque Deus não quis".

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