Mário Tourinho

Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal


O anúncio de que os ônibus vão voltar

Se há perspectiva para que o transporte coletivo urbano da Grande João Pessoa retome seus serviços, gradualmente, já a partir dos próximos dias, certamente a mesma providência será adotada em relação à Região de Campina Grande.

Coloco João Pessoa em primeiro lugar porque a fonte que aponta essa possibilidade (embora solicitando não ser identificada) atua profissionalmente (e exatamente) na respectiva Prefeitura. E, dizendo que a base para essa tomada de decisão está nas informações da Secretaria Municipal de Saúde, segundo as quais tem havido redução no número de casos graves e também diminuído a taxa de ocupação de leitos, evidencia que é chegada a hora de começar a flexibilizar os serviços do transporte coletivo, aliás, como suporte às outras atividades já flexibilizadas, porque estas últimas, sem tal suporte, ficam incompletas… como que “mancas”. Portanto, o atual cenário propicia esta flexibilização, também, no setor de transporte coletivo.

Não é demais, porém, advertir-se de que é fundamental que essa flexibilização dê-se de forma gradual, ampliando-se à medida que a própria população igualmente se mostre já conscientizada quanto a evitar o acesso aos ônibus quando esses veículos já estejam com a lotação pré-estabelecida para este tempo de pandemia. E que só faça o uso do ônibus com a máscara de proteção, máscara que protege tanto cada cidadão que a utiliza, quanto protege aos que lhe estejam próximos. Não deixa de ser, de igual modo, uma atitude cidadã… uma atitude de “respeito”.

No que tange tratar-se de uma flexibilização gradual, corresponde ao óbvio, porquanto as aulas ainda não serão retomadas nestes próximos dias, nem na rede pública nem na rede privada, e esse setor, por si só, já corresponde – segundo estudo da UFPB, assinado pelos professores Nilton Andrade e Lígia Rabay – a 26% da demanda. Nesse mesmo estudo também está registrado que cerca de 63% dos passageiros fazem  seus deslocamentos em razão do “trabalho”. Ora! Como já há setores funcionando e outros vão começar a ser flexibilizados, tem de haver o transporte coletivo para dar-lhes suporte e fazer com que as pessoas cheguem até eles, para que – como já dito – não fiquem “mancos”… “com um pé quebrado”.

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