Novo prefeito de Patos deve exonerar comissionados e promover auditoria; ouça

Eleito presidente da Câmara de Patos na última sexta-feira, 23, dia de seu aniversário, Ivanes Lacerda (MDB), que passa a responder interinamente pela prefeitura depois da renúncia do também vereador Sales Júnior (PRB) disse hoje que pretende exonerar todos os ocupantes de cargos comissionados e contratados, que são em torno de 1.000, do município para começar sua gestão, cujo primeiro dia será hoje.

“Penso em exonerar todos os detentores de cargos comissionados e também os servidores contratados através de um decreto para que possamos começar a entender o tamanho da folha de pessoal e colocá-la dentro dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal. O prefeito Sales Júnior já vinha fazendo isso e nós vamos dar continuidade. Queremos ter um número de servidores que a folha suporte e atualmente ela é da ordem de R$ 600 mil. Precisaremos de medidas amargas”, disse ele em entrevista ao Jornal da Manhã da Rádio Jovem Pan João Pessoa.

Segundo ele, o decreto será discutido pela manhã com alguns membros de sua equipe.

Ivanes declarou ainda que terá as portas da prefeitura abertas para os vereadores e que deseja ter com eles a melhor relação possível. O antecessor, Sales Júnior, renunciou dizendo que não conseguiu governar sem recursos e atribuiu à Câmara a demora excessiva na apreciação de um pedido de suplementação orçamentária. “O poder legislativo municipal tem responsabilidade com o município e tenho certeza que a Câmara arcará com isso. Nossa relação será muito próxima e eu já me reuni no dia seguinte à eleição com os vereadores e disse que eles não precisarão sequer bater à minha porta. Eu pretendo governar junto com os vereadores e sei que eles não me negarão esse compromisso”, disse.

Dinaldinho – Ivanes negou que tivesse defendido o retorno de Dinaldo Wanderley Filho, prefeito afastado de Patos desde agosto passado, à prefeitura. “A imprensa distorceu o que eu disse. Eu havia comentado que Patos vivia uma instabilidade administrativa e naquele clima, o prefeito solicitava remanejamento orçamentário e a Câmara negava. Isso era fruto de um distanciamento entre os poderes, mas se houvesse aproximação entre os poderes, acabaria a instabilidade. Mas, a volta de Dinaldinho fica com a Justiça já que ele foi afastado pelo Ministério Público. Não quero me envolver nesta questão política”, resumiu.

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