Nova diretoria do MEL quer reunião com Maranhão

O Movimento do Espírito Lilás (Mel), entidade que luta pelo reconhecimento e o respeito aos direitos dos homossexuais no estado da Paraíba há 16 anos está sobre nova direção desde ontem.

A entidade que nos últimos dois anos foi dirigida pelo  professor e militante Luciano Vieira, passa agora à coordenação do jovem Alcemir Freire, que depois da realização do beijaço na UFPB no ano passado passou a ter mais participação nos destinos do movimento gay paraibano.

O novo presidente do mel confirmou que está pleiteando uma audiência com o governador José Maranhão (PMDB) e com o prefeito Ricardo Coutinho (PSB), para celebrar acordo e convênios e na ocasião explanar aos governantes a situação real e preocupante dos LGBT em relação à aplicação da lei 7309/06.
 
Eleição – Alcemir Freire foi indicado ao cargo depois de uma assembleia realizada entre os integrantes do Mel. O nome do jovem já é destaque entre as figuras do movimento gay do estado e das outras regiões do país. A nova diretoria é composta por Alcemir Freire, Maria Maciel Marques, Jocerly  Cristhinane Esthevão, Victor Pillato, Felipe dos Santos, Edvaldo Silva e José Gomes.

A assembleia se deu em consonância com o estatuto da entidade e foi o espaço da prestação de contas e da eleição da nova diretoria que conta agora com outros gays, lésbicas e uma travesti que junto com uma das lésbicas fará parte da diretoria. "Não será uma participação só figurativa. Nossa idéia é retomar o caráter amplo e vanguardista do Mel”, disse um militante.

Depois de feita a prestação de contas e os devidos levantamentos de patrimônio, o movimento pretende iniciar uma serie de ações que constarão na plataforma de trabalho para o biênio 2009/2010.

Entre outras coisas oferecer um curso de formação em política, cidadania e saúde, além de retomarmos a atividade de cinema e debates. De acordo com Alcemir, o desafio maior será cobrar dos governos estadual e municipal uma ação eficaz para garantir a cidadania dos LGBT – lésbicas, gays, bissexuais e trangêneros.

Conforme freire, o governo de Ricardo Coutinho até agora só fez prometer, mas até hoje nada de concreto. “ Eu acho que ele( Ricardo) esqueceu que homossexual também vota”, reiterou Freire.

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