Nonato atribui índices de Maranhão à superexposição e uso da máquina

O jornalista Nonato Bandeira, coordenador da pré-campanha de Ricardo Coutinho (PSB) ao Governo do Estado, comentou hoje em entrevista ao Parlamentopb, o resultado da pesquisa Ibope, divulgada ontem pela TV Cabo Branco. Ele não questionou a vantagem de 12% atribuída a José Maranhão (PMDB), mas considerou que o governador tem sido impulsionado pelo "uso explícito da máquina administrativa" em prol de sua reeleição:

– A pesquisa revela que tem um governador com superexposição na mídia não apenas pelo uso da verba pública na publicidade, mas porque usa o cargo que exerce para fazer promessas, cooptar apoios e celebrar convênios com os prefeitos e lideranças que quiserem aderir a seu projeto. É um uso explícito da máquina administrativa em benefício do pré-candidato do PMDB, num fato como nunca se viu nem na ditadura.

Por outro lado, Nonato comentou que o pré-candidato do PSB deixou a prefeitura da capital e ainda não conseguiu visitar nem 50% dos municípios do Estado:

– Temos limitações de recursos, mas, mesmo assim, estamos notando um crescimento gradativo na aceitação do nome de Ricardo Coutinho. Quando forem definidas as chapas, realizadas as convenções e o guia eleitoral der espaços iguais aos dois candidatos, teremos condições de expor nossas propostas de maneira equilibrada e os índices vão revelar o crescimento da oposição, que tem sido muito aceita pela população do Estado.

Efeito Cícero – O jornalista concordou com a declaração do vereador Marcos Vinícius a respeito da migração de votos de Cícero Lucena para José Maranhão na capital:

– É um movimento natural por causa das divergências entre os ciceristas e o estilo de Governo de Ricardo Coutinho. Cícero e Ricardo também têm uma divergência histórica. É natural que em João Pessoa isso aconteça, mas no Estado, isso não se repete. O PSDB da Paraíba segue Cássio Cunha Lima.

 

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