Nadja se queixa de perseguição e cobra providências de Maranhão

Cláudia Carvalho

A suplente de deputada estadual Nadja Palitot (PSB) quebrou hoje o silêncio que mantinha há 80 dias desde que foi divulgada a possibilidade de assumir o mandato em substituição a Guilherme Almeida, convocado para a Secretaria de Interiorização do Governo Maranhão III. Em entrevista à Rede Paraíba Sat, ela acusou o prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho de persegui-la e acrescentou que a ata do partido tratando do veto a parlamentares socialistas é uma "ilegalidade".

"A ata do partido foi mudada numa ilicitude, uma fratura exposta à democracia. Houve uma perseguição política explícita a mim por parte do alcaíde municipal. Essa perseguição está entristecendo o prefeito Veneziano Vital do Rêgo e desgastando o Governo Maranhão tanto em Campina Grande quanto em João Pessoa porque eu e Guilherme somos lideranças políticas. Não entendo ser retaliada por alguém a quem só fiz o bem. Isso é patológico", disse ela em relação a Ricardo.

Cobrança – Em detalhes, Nadja revelou ter sido convidada para uma reunião com o governador José Maranhão (PMDB) na segunda-feira de Carnaval. Segundo ela, o governador confirmou a disposição de leva-la ao mandato parlamentar estadual, mas impôs uma condição:

"Eu sou aliada do governador Maranhão e havia um compromisso dele me fazer deputada. Ele só me pediu para que eu não fosse agressiva e não fizesse oposição sistemática ao Prefeito. Eu aceitei. Ele me pediu para que ficasse calada porque ele mesmo anunciaria as mudanças. Desde então, tenho tentado conversar com o governador, marcamos várias vezes, mas não conseguimos nos encontrar". A advogada, contudo, disse ainda acreditar em sua chegada ao parlamento estadual: "Eu continuo acreditando que o governador não vá ceder a essa perseguição".

A advogada acrescentou que manteve-se fora da mídia nesse período porque acreditava que qualquer fala sua poderia ser mal interpretada a contribuir para obstacular a nomeação de Guilherme Almeida e, consequentemente, sua chegada à Assembleia."Eu me mantive em silêncio, mas agora expirou o prazo que considero razoável. Já avancei meus limites e preciso dar uma explicação às pessoas que me cobram uma definição", comentou Nadja.

Nadja deu entrada em uma ação pedindo sua desfiliação do PSB e aguarda a janela jurídica para deixar a legenda: "Já tenho vários convites, mas não decidi ainda qual será meu futuro político. Sei que estarei nas ruas e fazendo política".
 
 

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