MPT e PF interditam pedreira e buscam explosivos no Róger

Uma operação conjunta do Ministério Público do Trabalho, Exército e Polícia Federal foi deflagrada no início da manhã de hoje em uma pedreira no bairro do Róger, em João Pessoa. De acordo com o superintendente regional do Trabalho na Paraíba, Inácio Machado, foram constatadas várias irregularidades que levaram à interdição da área.

"Encontramos vários trabalhadores, mais de 20, sem carteira assinada e expostos a um serviço degradante. Eles ficam expostos ao sol, sem material de proteção e alguns têm mais de 10 anos sem nunca terem tido a carteira assinada. Lavramos os autos de infração e o proprietário terá que responder pelas irregularidades e pagar os direitos devidos aos trabalhadores", disse ele.

O dono da pedreira, conhecido como "Galego", não foi encontrado no local, mas estava sendo procurado pela Polícia Federal graças à denúncia de que estaria usando explosivos sem licença. Ficou constatado, ainda, que não havia licença ambiental para a exploração da pedreira, que fica em área pertencente ao Governo do Estado.

A denúncia de trabalho degradante e exploração de mão de obra infantil foi divulgada originalmente pelo jornal O Norte. Ontem, na Câmara Municipal, a vereadora Raíssa Lacerda (DEM) cobrou que as autoridades competentes apurassem o fato e chegou a formar uma comissão para acompanhar as investigações. Além dela, integram o grupo os vereadores Felipe Leitão (PRP), Bruno Farias (PPS), João Corujinha (PSDC), João dos Santos (PR) e Jorge Camilo (PT) . O único vereador contrário à aprovação da comissão foi Aristávora Santos (PTB), que disse conhecer a pedreira e atribuiu a um problema pessoal a denúncia levada ao jornal por um trabalhador. Para ele, as queixas preocuparam os demais parlamentares porque eles não conhecem a pedreira. Tavinho afirma que atua politicamente no Róger, que convive há muito com a pedreira e que lá não existia exploração de trabalho degradante.

Comentários

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.