MPF realiza nova audiência sobre Igreja do Almagre

O Ministério Público Federal (MPF) realizou nova audiência pública com objetivo de solucionar impasse existente na área onde está localizado o sítio histórico da Igreja do Almagre, conhecida também como Igreja Nossa Senhora de Nazaré, situada no município de Cabedelo.

Na ocasião, o procurador da República Duciran Farena argumentou que os últimos desdobramentos do caso apontam para existência de um conflito em relação à venda de parte do terreno pertencente a José Moreira de Andrade para a Construtora HM, empresa que está desenvolvendo empreendimento no local.

Conforme o MPF, o principal é cuidar para que o consenso entre proprietários de terra e a Construtora HM seja estabelecido num prazo curto, uma vez que a questão vem se desdobrando há algum tempo. O proprietário Clóvis dos Santos Lima ficou encarregado de atrair os demais proprietários que têm interesse no caso para colaborarem com a proposta de viabilizar os  acessos à igreja do Almagre. Neste sentido, foi estabelecido o prazo de 30 dias para o entendimento entre as partes.

O procurador Duciran Farena destacou que os lotes nos quais o empreendimento será construído não deverão formar uma espécie de enclave, com apenas um acesso às ruínas de Almagre, mas sim dispor de entradas tanto pelo lado da pista como pelo lado leste, ou seja, com pelo menos um acesso à praia. O objetivo do MPF é garantir a visibilidade do sítio histórico do Almagre, uma vez que mantida uma única passagem a situação seria igual à atual.

Estiveram presentes representantes da prefeitura de Cabedelo, Gerência Regional do Patrimônio da União (GRPU), Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Construtora HM e proprietários da área em volta das ruínas da Igreja Almagre.

A igreja do Almagre foi erguida no início do século XVII, como parte do processo de conquista do território e catequização dos índios na Paraíba. Situada no município de Cabedelo, litoral norte do estado, a igreja encontra-se hoje em ruínas, encravada em áreas particulares e desprovida de acesso.
 

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