MP dá 48h para HNSN explicar suposta vacinação indevida

O Ministério Público da Paraíba requisitou que a direção do Hospital Nossa Senhora das Neves, em João Pessoa, encaminhe, no prazo de 48 horas, informações sobre a vacinação contra a covid-19 realizada nos trabalhadores de saúde do estabelecimento. A requisição foi feita pela promotora de Justiça da Saúde da Capital, Jovana Maria Tabosa.

Segundo a promotora Jovana Tabosa, nessa sexta-feira (22/01) foi formalizada na Promotoria da Saúde da Capital uma notícia de fato sobre suposta violação dos critérios de prioridade na aplicação das vacinas contra a covid-19 no Hospital Nossa Senhora das Neves.

Ainda conforme a promotora, em audiência também realizada nessa sexta-feira (22/01), pelo MPPB, o Ministério Público Federal e o Ministério Público do Trabalho, que teve a participação do secretário municipal de Saude, Fábio Rocha, e do chefe de Imunização, Fernando Virgolino, foi informado que a aplicação da vacina nesse hospital havia sido suspensa em razão da suspeita de irregularidades quanto aos grupos prioritários definidos no Plano Municipal de Vacinação. Também participaram da audiência a Soraya Galdino, presidente do Conselho de Secretários Municipais de Saúde (Cosems-PB), e Renata Nóbrega, secretária Executiva da Secretaria de Saúde do Estado.

Requisição

A Promotoria requisitou que o hospital encaminhe as relação apresentada à Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa dos trabalhadores de saúde que atuam no estabelecimento e que deveriam ser beneficiados com a vacina, com base nos critérios do Plano de Vacinação.

O hospital também deverá encaminhar a relação dos trabalhadores efetivamente vacinados até a suspensão determinada pela autoridade sanitária, indicando o tipo de vínculo que cada um deles possui com o hospital e o setor e que atuam.

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