Morre aos 60 anos o ex-presidente da Argentina Néstor Kirchner

O ex-presidente da Argentina Néstor Kirchner (2003-2007) morreu na manhã desta quarta-feira aos 60 anos, depois de ser internado com urgência por problemas cardíacos em um hospital de El Calafate, na Província de Santa Cruz.

De acordo com o jornal argentino "Clarín", Kirchner foi internado pela manhã no hospital José Formenti, acompanhado da mulher, a atual presidente da Argentina, Cristina Kirchner, e morreu pouco antes das 10h (11h no horário de Brasília).

Néstor governou a Argentina de 2003 a 2007 e exercia três cargos simultaneamente. Além do posto como secretário-geral da Unasul (União das Nações Sul-Americanas), era deputado federal e dirigia o PJ (Partido Justicialista).

Segundo a imprensa local, o atual secretário-geral da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) teria sofrido uma parada cardiorrespiratória com morte súbita. A TV estatal já confirmou a informação.

Kirchner e sua mulher estavam desde o último final de semana em sua casa em El Calafate, na região da Patagônia.

ANGIOPLASTIA

Ainda em setembro deste ano, Néstor Kirchner passou por uma angioplastia nas artérias coronárias.

Durante a cirurgia, os médicos implantaram um stent [pequena prótese em formato de mola] para impedir o fechamento de uma artéria coronária que se encontrava obstruída.
Em fevereiro, Néstor já havia sido submetido a um cateterismo após um problema na artéria carótida direita.

Néstor era considerado o político mais poderoso do país, com grande poder de influência no governo de sua mulher, e era também um dos principais pré-candidatos à Presidência para as eleições de outubro de 2011.

Em fevereiro, foi submetido com urgência a uma cirurgia de alta complexidade devido à obstrução da artéria carótida, no hospital de Los Arcos.

Nos últimos meses, o ex-presidente aparentava estar mais gordo e falava com maior lentidão em discursos públicos.

Ele sofreu diversos problemas de saúde nos últimos anos. Em 2004, quando ainda estava no poder, teve uma disfunção gástrica devido a uma irritação intestinal, e em 2006 sofreu um desmaio também na cidade de El Calafate, onde morreu nesta quarta-feira.

REPERCUSSÃO

O vice-presidente da Argentina e adversário político da presidente Cristina Kirchner, Julio Cobos, manifestou seu pesar pela morte do ex-mandatário.

"Este homem impactou a vida política argentina. Esperamos que superemos esta situação da melhor maneira", afirmou Cobos, que também é titular do Senado, em entrevista ao canal de televisão TN.

Ele disse que "seguramente" o enterro ocorrerá no Congresso. "Meus colaboradores estão tentando se comunicar com o pessoal do Executivo neste momento tão complicado", informou o vice-presidente.

Cobos foi expulso do partido União Cívica Radical (UCR) quando decidiu fazer parte da chapa de Cristina, em 2007. Porém, um ano depois, ele se tornou um dos principais opositores do governo ao votar contra um projeto de lei que aumentaria impostos ao setor agropecuário.

 

Folha Online

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