Monteiro nega que familiares da prefeita tenham relação com merenda

A Prefeitura de Monteiro emitiu no fim da manhã de hoje uma nota para comentar os desdobramentos da Operação Feudo, deflagrada no início da manhã, para cumprir mandados contra suspeitos de envolvimento em fraudes envolvendo verbas da merenda escolar. Segundo o texto, parentes da prefeita Anna Lorena não teriam relação com o dinheiro da merenda e nem de alimentação. A nota ainda cita que a gestão “espera que à luz da lei, sem espetacularização e renova o respeito, bem como reforça a colaboração com os agentes federais, prestando toda a assistência devida, aguardando com tranquilidade a elucidação dos supostos fatos após devida apuração”.

Confira a íntegra da nota:

A respeito da operação realizada na manhã desta quarta-feira pela CGU e Polícia Federal, a Prefeitura Municipal de Monteiro reitera:

1) Que defende toda e qualquer apuração a respeito dos supostos fatos e não teme qualquer investigação, uma vez que todos os procedimentos administrativos e licitatórios são realizados a luz da transparência e com reiteradas auditorias realizadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).

2) Que nenhum familiar da gestora presta serviços na área de alimentação e merenda escolar, como se especula.

3) Que repudia a informação divulgada, por setores da imprensa fomentados equivocadamente pelo grupo de oposição, cujas práticas são conhecidas na Paraíba pelo uso vultuoso de recursos financeiros, na tentativa de confundir a opinião pública a cerca dos supostos fatos.

4) E, por fim, espera que a luz da lei, sem espetacularização, renova o respeito e reforça a colaboração com os agentes federais, prestando toda a assistência devida, aguardando com tranquilidade a elucidação dos supostos fatos após devida apuração.

Operação Feudo – Em Monteiro foi deflagrada de manhã a Operação Feudo. As investigações foram iniciadas a partir de levantamento da CGU, que verificou indícios de irregularidades em licitações na Prefeitura, mediante a contratação de empresas de um mesmo grupo familiar. Os valores empenhados, no período de 2015 a 2018, ultrapassaram R$ 93 milhões.

Com o aprofundamento dos trabalhos pelos órgãos parceiros, constatou-se que o grupo, formado por sete empresas, vem atuando no cometimento de crimes contra a administração pública em diversos municípios da Paraíba. O modus operandi inclui a constituição fraudulenta de empresas para participação em licitações, frustrando o caráter competitivo e/ou para utilização em montagem de procedimentos para justificar contratações sem licitação.

A CGU, em auditoria realizada para avaliar a execução do PNAE no município, detectou que o grupo investigado foi beneficiado em licitações e contratos correspondentes ao montante de R$ 5 milhões, nos exercícios de 2017 e 2018.

A Operação Feudo consiste no cumprimento de 29 mandados de busca e apreensão e três de prisão temporária nos municípios paraibanos de Monteiro, Campina Grande, Serra Redonda e Zabelê.

O trabalho conta com a participação de sete auditores da CGU e 110 policiais federais.

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