Missa de Sétimo Dia de Marielle será celebrada nesta terça em João Pessoa

Uma missa de sétimo dia da morte da vereadora Marielle Franco será celebrada nesta terça-feira (20) na Capital paraibana. A missa será celebrada às 17h na Igreja Menino Jesus de Praga, nos Bancários, bairro onde moram uma tia e primos de Marielle, cuja mãe e tios nasceram na cidade de Alagoa Grande, na Paraíba.

A missa será celebrada pelo padre Marconde Menezes.
“Tudo que a gente quer agora é justiça. Não queremos vingança, queremos que os responsáveis sejam identificados e punidos”, disse Marlene Cavalcante, tia de Marielle.

A professora universitária Paula Frassinete, prima de Marielle, disse estar confiante no trabalho das forças de segurança para identificar e prender os assassinos da vereadora.

Ela revelou indignação diante dos boatos espalhados sobre Marielle na internet. Ressaltou que sua prima começou muito cedo a militar para promover ações pela comunidade onde morava. “Ela participava do grupo de jovem da igreja desde adolescente. A luta dela não é de hoje, começou muito cedo”, disse.

A professora disse que o o perfil de militante de Marielle foi intensificado a partir da morte de uma amiga dela, que aos 17 anos foi atingida por uma bala perdida. “Nesse momento Mariele tomou, de fato, a decisão de que essa era a luta dela. Que ela queria realmente militar, lutar pelo povo da comunidade onde ela nasceu, pela garantia dos direitos humanos”, disse.

A vereadora foi assassinada a tiros na noite da última quarta-feira (14) após deixar o evento “Jovens Negras Movendo as Estruturas”, na Rua dos Inválidos, na Lapa, no Rio de Janeiro. O crime aconteceu por volta das 21h30m na Rua João Paulo I, no Estácio, próximo à prefeitura do Rio. O motorista que estava com ela, Anderson Pedro Gomes, também foi morto na ação.

Eleita com 46,5 mil votos, a quinta maior votação para vereadora nas eleições de 2016, Marielle Franco estava no primeiro mandato como parlamentar. Oriunda da favela da Maré, zona norte do Rio, Marielle tinha 38 anos, era socióloga, com mestrado em Administração Pública e militava no tema de direitos humanos. Deixou uma filha de 19 anos.

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