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Ministra afirma na capital que Judiciário está abrindo sua caixa preta

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A ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Eliana Calmon Alves, afirmou que o Poder Judiciário Brasileiro está abrindo sua “caixa preta”  e que as instituições brasileiras estão passando por um processo de abertura  importante para a consolidação da democracia. Ele participou na manhã de hoje da abertura da I Jornada de Estudos da Defensoria Pública do Estado da Paraíba, no auditório da Faculdade de Direito da Universidade Federal da Paraíba( UFPB), na Praça João Pessoa, no centro da Capital paraibana.
 
Na verdade, diz a ministra, não é só o Judiciário que está abrindo sua caixa preta, mas todas as instituições brasileiras que sempre foram muito fechadas.  “Estamos passando a limpo a história, com a abertura das contas para a população acompanhar  através do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siaf) e  a mídia está tendo mais acesso  ao  que se passa dentro dos Poderes”.
 
Sobre o recente bate-boca no Supremo Tribunal  Federal (STF) envolvendo os ministros Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes,  a magistrada argumenta que no momento em que o Judiciário sai do seu  pedestal e os membros das Cortes  deixam  de se comportar como semi deuses para se integrarem socialmente, dizendo que são humanos, brigam, amam e discutem, estão  dando uma demonstração de que, efetivamente,  o Poder Judiciário começa a se mostrar para o povo brasileiro.
 
Ela acha que a discussão entre os dois ministros ao invés de ser um demérito para a instituição, é um mérito. “Essas desavenças sempre existiram, só que elas ficavam nos bastidores  e no momento em que trazemos a público, estamos mostrando que somos povo igual aos nossos jurisdicionados”.
 
A ministra discorda da decisão do presidente do STF, Gilmar Mendes, de tentar parar a exibição ao vivo das sessões na Corte. “Se existem mazelas, elas têm que vir à tona, o público deve saber como nos comportamos dentro dos tribunais, não há porque omitirmos nada. Nosso passado mostra que isto não deu certo, só fez com que o Judiciário ficasse longe da população”.
 
Eliana também falou do papel importante do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para aproximar o Judiciário da população. “É um órgão que está fazendo um trabalho fantástico, onde o cidadão tem efetivamente direito à voz. Todas as reclamações que chegam ao Conselho têm respostas, isto também é uma forma de estarmos ajustando nosso comportamento”.
 
A ministra reconheceu a morosidade é um grave problema da Justiça brasileira, mas acredita que com a Reforma no Judiciário, através da emenda 45, haverá mudanças significativas.
 

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