Milanez rebate crítica de Agra e exige respeito

O vereador Fernando Milanez procurou hoje o Parlamentopb para comentar a atitude do prefeito de João Pessoa, Luciano Agra (PSB), que recusou-se a comentar suas denúncias feitas na Câmara Municipal sobre as desapropriações de terrenos na capital paraibana. Sobre o assunto, Agra limitou-se a dizer que não iria emitir opinião sobre "baixaria". O peemedebista, contudo, não aceitou a pecha e retrucou:

– Ele está vivendo um momento difícil depois da atitude louca e que teve prejuízos em nível nacional de destruir a pista do Aeroclube. Não sou de baixaria. Se baixaria alguém fez, foi ele quando me acusou de estar por trás de Gustavo Pessoa, disse que o rapaz era meu parente e que eu tinha sido o mentor do Caso Cuiá. Eu nunca me envolvi em baixaria. Eu conheço quem gosta disso. Nunca fiz baixaria, muito menos com ele. Se pudermos chamar de baixaria, foi o que ele fez e nunca se retratou. Precisou eu entregar um currículo com despacho do atual governaador endereçado a ele mandando contratar Gustavo Pessoa, que eu nem conhecia.

Milanez também prometeu continuar sua abordagem sobre a problemática das desapropriações de terrenos em João Pessoa:

– Eu questionei e continuarei fazendo é porque se desapropria rapidamente a Fazenda Cuiá e também por que motivo se metem as máquinas na pista do Aeroclube. Entendo que o aeroclube tem que sair dali, mas o prefeito está com dificuldade de justificar a ordem que deu. Nunca fiz acusações cavilosas. Digo que o ato do Aeroclube foi criminoso. A pista poderia ter sido poupada até o final da ação. Se o prefeito tem tanta pressa em construir, ele teria que provar duas coisas: qual a construtora que iria fazer o parque e qual a razão de começar pela pista e não pelos galpões? Ele queria atingir alguém e eu não sei quem era. Não admito ser chamado de baixo. João Pessoa e a Paraíba me conhecem. Sou parlamentar de 5.200 votos. Não sou desmoralizado. Se ele não quer me responder, ele vai ter que fazer isso na Câmara porque eu vou continuar questionando. Peço que não me provoquem e deixem exercer meu mandato com as prerrogativas que o povo me deu. Eu não ajo pelas costas.

Finalmente, o parlamentar disse ser ilógica a atitude da Prefeitura de mandar destruir a pista do Aeroclube quando a Fazenda Cuiá já poderia ser objeto de início de obras porque o terreno já está pago:

– Existe uma rapidez em começar o parque no Aeroclube, área de rico. Querem criar briga de pobre e rico, mas por que o prefeito não começou com o Parque Cuiá, que já está pago por R$ 12 milhões? Lá, onde ele quer, no Bessa, não tem gente humilde morando. A Paraíba assustou o Brasil. Faltou diálogo. Ainda bem que o desembargador Abraham Lincoln reviu esta medida e a Justiça Federal também tirou o caso da alçada comum.
 

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