Milanez Neto diz que Agra foi levado a erro no Caso Cuiá

O advogado Fernando Milanez Neto (PMDB), suplente de deputado estadual, negou ontem à noite, em entrevista ao programa Bastidores, apresentado pelo Padre Albeni Galdino, na TV Master, que seu pai, Fernando Milanez (PMDB) tenha tido qualquer participação na denúncia de superfaturamento do terreno da Fazenda Cuiá, assunto que tomou o guia eleitoral na última campanha. Segundo ele, a insatisfação do prefeito Luciano Agra (PSB) com o caso foi fruto de "indução ao erro":

– O prefeito tem seus méritos pessoais: não está fazendo uma administração ruim. Acho que cometeu erros. Recentemente, no caso de uma desapropriação que houve, ele usou o nome da minha família, acusando meu pai de ter nomeado um funcionário e ter feito uma armação naquele caso. Mas, isso não poderia ter partido de meu pai, que estava como Secretário. As declarações foram dadas por um cidadão chamado Gustavo Pessoa, que não é parente nosso em nenhum grau. Aliás, foi provado e entregue documento em público que a nomeação dele tinha sido um pedido assinado pelo então prefeito Ricardo Coutinho. O prefeito Luciano Agra, talvez mal assessorado, foi induzido a erro. Luciano não é político, é um administrador e espero que ele faça um grande mandato. Meu pai será oposição.

Milanez Neto também negou que tenha ingressado na política quando exerceu um cargo de assessoria da Secretaria de Planejamento do Governo do Estado na gestão de Cássio Cunha Lima (PSDB), a quem hoje faz oposição.

– Eu comecei a política muito antes de nascer. Comecei na campanha de 96 com meu pai, mesmo com 12 anos. Fiz a campanha do governador Cássio Cunha Lima em 2002. Ninguém acreditava na campanha dele. Eu fui às ruas, participei ativamente porque acreditava no projeto dele. Acho que o próprio senador pode dar esse testemunho. Eu me encantei mais pela política quando vi nos olhos das pessoas o verdadeiro significado da política. Eu fiz a campanha de Cássio em 2002, me engajei e não me beneficiei. Ao contrário, espero que ele possa dar esse testemunho. Eu sempre participei por amor e por acreditar na causa de Cássio Cunha Lima.

O advogado também disse o que prevê para o futuro político do governador José Maranhão (PMDB), que deixa o cargo no dia 31 de dezembro deste ano.

– O governador Maranhão vai assumir o posto de maior liderança das oposições. Ele é o maior líder das oposições. Se analisar a disputa, ele disputou junto com parte do PT contra todas as oposições: entre elas, Ricardo Coutinho, Cássio Cunha Lima, Efraim Morais… o governador ficou sozinho e conseguiu chegar onde chegou. Não foi o lugar desejado, houveram erros, mas eles não foram por parte de Maranhão. Ele foi um grande batalhador e um exemplo de garra.

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