Rômulo Soares

Corretor de Imóveis, Administrador de Empresas, Advogado e Jornalista. Pós Graduado em Direto e Processo do Trabalho pela Gama Filho-RJ e Direito Difuso, Coletivo e Ministério Público pela FESMIP-PB. Atualmente Presidente do CRECI-PB.


Mercado de coworking cresce e se torna investimento atrativo

Você sabe o que é coworking? É uma palavra inglesa que, ao pé da letra, em português, significa “cotrabalho”. Segundo especialistas, é um tipo de trabalho que se baseia no compartilhamento, na divisão do espaço físico por pessoas que, necessariamente, não compartilham a mesma empresa. Ou seja: o coworking é a divisão do espaço físico, juntamente com o compartilhamento da ambientação por empresas diferentes e profissionais liberais dos mais diversos.

É um modelo de espaço em que os usuários, geralmente profissionais liberais autônomos (empreendedores, pequenos empresários e investidores), em vez de alugarem o ambiente, podem comprá-lo, caso tenham a intenção de possuir uma sede própria para o seu negócio, em um bairro nobre da cidade, com todo o luxo, sem ter que pagar a conta sozinho.

No coworking, o investidor não paga aluguel e ainda assegura um rendimento extra- com aluguel- quando não estiver usando o ambiente, conforme previsto na lei da multipropriedade (Lei 13.777). A realidade do coworking, nos espaços compartilhados, já se espalha pelos endereços nobres das grandes cidades brasileiras. A Lei 13.777 diz que a “multipropriedade é o regime de condomínio em que cada um dos proprietários de um mesmo imóvel é titular de uma fração de tempo, à qual corresponde a faculdade de uso e gozo, com exclusividade, da totalidade do imóvel, a ser exercida pelos proprietários de forma alternada”.

Em 2018, conforme o “Censo Coworking Brasil”, o País alcançou 1.194 espaços coworkings, totalizando 88 mil estações de trabalho ocupadas por pequenas empresas. Isso representa 55% do público dos coworkings no Brasil. E significa que ainda existe um grande potencial de crescimento deste mercado que é ocupado por novas práticas de empreendedorismo que oferecem benefícios financeiros aos usuários, como a economia nas contas de água, luz, internet e serviços de limpeza, presença de secretária etc.

Antes da Lei da Multipropriedade, que está em vigência desde o dia 20 de dezembro de 2018, após alterações nas leis 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil), e 6.015, de 31 de dezembro de 1973 (Lei dos Registros Públicos), ter acesso a um espaço do tipo coworking só funcionava através da modalidade de aluguel.

As chamadas propriedades não são novidades nos países da Europa, nem nos Estados Unidos, ondes elas existem há mais de duas décadas. No Brasil, antes de 2018, elas funcionavam sem regulamentação. Com a regulamentação, elas e devem ser impulsionadas no decorrer deste ano de 2019 e nos próximos anos. Mesmo assim, em 2016 (auge da crise econômica), o setor de coworking atingiu cerca de R$ 11 bilhões em investimentos que resultaram em lançamentos por todos os cantos do País, conforme estudo divulgado recentemente pela consultoria Caio Calfat Real Estate Consulting. O crescimento em 21016, em relação ao ano anterior foi quase cinco vezes maior.

E a cidade de João Pessoa ganhou destaque nesse mercado em ascensão da multipropriedade fracionada. Segundo o corretor de imóveis e idealizador desta modalidade multipropriedade na Capital paraibana, Victor Oliveira, da Hofmann Imobiliária, o coworking é um negócio rentável e atrativo. Com R$ 60 mil, garante Victor Oliveira, o comprador terá direito a usufruir do espaço de trabalho e atender clientes todos os dias, em um escritório luxuoso, situado no bairro nobre da capital. E também pode alugar o seu espaço, caso queira, para outros profissionais ou empresas quando não estiver usando. Enfim, o coworking é um investimento que pode ser comparado a uma “vaca leiteira”, tendo em vista a rentabilidade que o comprador terá em todos os aspectos, a partir do momento em que ele se estabelece na sua área definida, ou resolve alugar o espaço.

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