Marina promete não fazer “oposição pela oposição” à presidente Dilma

 No governo Lula, Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV), então ministras da Casa Civil e do Meio Ambiente, acumularam divergências.

 
Agora, a horas de Dilma tomar posse como 40ª presidente do Brasil, Marina promete não fazer parte "do grupo do quanto pior melhor, da oposição pela oposição".
 
Dona de 20 milhões de votos na última campanha presidencial, a verde publicou neste sábado (1º), na internet, um recado à "presidenta, como ela gosta de ser chamada".
 
"Hoje, data em que a primeira mulher assume a Presidência da República do Brasil, torço e peço a Deus para que nosso país possa ir bem nos próximos anos", diz Marina, que assina como "senadora do Acre" –ela deixa o cargo em fevereiro.
 
Em vez de "oposição por oposição", a verde promete "espírito republicano" para reconhecer acertos e criticar equívocos.

CORRUPÇÃO
 
Escândalos como o mensalão não são citados nominalmente, mas ela faz alusão a "esquemas de corrupção que se alimentam do poder público, tentam dominá-lo para satisfazer seus interesses particulares e buscam restringir as ações daqueles que se opõem com firmeza aos desmandos e abusos".
 
Oponentes diziam que o mensalão é uma tecla na qual Marina evitou bater quando estava no governo. A senadora nega conivência.
 
Em setembro, disso à Folha que parte do PT "parece não ter aprendido nada" e que "estúpidos são os que não aprendem nem com os próprios erros".
 
DESAFIOS
 
Marina reconhece como avanços do governo Lula "certa maturidade econômica", prestígio no cenário internacional e ganhos nas áreas sociais.
 
Destaca também a redução do desmatamento da Amazônia em 75%, o qual costuma creditar sobretudo à sua gestão no Meio Ambiente (2003-2008).
 
Há, contudo, "enormes carências" que o PT falhou em administrar, segundo a verde. Para ela, serão desafios de Dilma questões ligadas a educação, saneamento, drogas, segurança e saúde.
 
Ela também destaca a briga com a bancada ruralista, que age no Congresso, "com apoio de segmentos da base do governo, para reformular o Código Florestal e conter os avanços da legislação ambiental no país".
 

Folha Online
 

Comentários

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.