Márcia Lucena diz que MPPB arrastou inocentes em denúncia ao confundir nomes e pessoas

A prefeita de Conde, Márcia Lucena, declarou em vídeo que o Ministério Público da Paraíba arrastou para a denúncia mais recente da Operação Calvário duas pessoas que não tem relação com o suposto esquema investigado no Governo da Paraíba. A gestora também apontou que o rompimento do vice-prefeito aconteceu dois anos após o período em que o MPPB aponta que houve a tentativa de instalação de uma Organização Social no município.

“Gostaria de falar com vocês sobre essa denúncia mais recente do Ministério Público e que está na mídia desde ontem. E queria discutir algumas coisas que, para mim, são relevantes”, diz Márcia Lucena no começo do vídeo.

Ela narra que Adeilda e Daniel citados na denúncia não são da Cruz Vermelha. “Uma delas diz respeito à professora Adeilda. Está lá. Eles botam na denúncia uma imagem da minha agenda, onde está escrito ‘Adeilda pessoal de Daniel’. E então o Ministério Público já deduz e diz na denúncia que esse Daniel é o Daniel da Cruz Vermelha e que essa Adeilda é uma advogada dele, representante dele aqui no município. Na verdade, Adeilda foi diretora de uma escola nossa, é uma pedagoga. E ela foi indicada para esse cargo de confiança pelo vereador Daniel Júnior, que era líder do governo na época.”

Márcia diz que ambos foram arrastados para o processo. “Esse Daniel é o Daniel Júnior e essa pessoa que eles dizem que é advogada de Daniel da Cruz Vermelha é, na verdade, uma pessoa daqui do Conde, uma pedagoga, excelente profissional. Não tem nada a ver com nada disso que está sendo apontado. Então a pessoa está sendo arrastada para dentro de um espaço que ela realmente não tem nada a ver, assim como eu.”

A prefeita também apontou que o rompimento do vice-prefeito com o governo ocorreu em 2019 e que a suposta tentativa de instalação de uma OS em Conde é apontada pelo MPPB como datada de 2017. “Também gostaria de ressaltar que a saída do vice-prefeito que o Ministério Público quer atrelar a essa possível instalação de uma OS (Organização Social) que nunca aconteceu aqui, que é uma discussão de 2017. A saída do vice-prefeito do governo só se deu em 2019. De 2017 para 2019 tem uma distância muito grande para poder eles quererem atribuir a saída do vice-prefeito a não concordar com a contratação de uma OS. Uma contratação que nunca ocorreu. É de 2017 a discussão e o rompimento com o governo é de 2019.”

Márcia Lucena diz que há falta de respeito no processo e que a acusação acontece de maneira desnecessária porque ela é pré-candidata à reeleição. “Então são coisas que demonstram uma falta de cuidado e de respeito mesmo com esse processo. E eu não estou, com isso, acusando o Ministério Público ou o sistema judiciário. Eu confio na Justiça e confio no Ministério Público. Precisamos dessas instituições porque elas nos equilibram enquanto sociedade, enquanto cidadão, cidadã. Agora eu estou apontando o que é óbvio. Está havendo uma pressa, uma acusação de maneira desnecessária e que traz, como única novidade, o fato do período eleitoral estar se aproximando e eu ser uma pré-candidata à reeleição aqui no município de Conde.”

Uma nova denúncia formalizada pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) e da Comissão de Combate aos Crimes de Responsabilidade e a Improbidade Administrativa (CCRIMP) teve como alvos o ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho; a prefeita do Conde, Márcia Lucena; além da ex-secretária de Administração do Estado, Livânia Farias; o ex-diretor da Cruz Vermelha, Daniel Gomes; o ex-assessor Leandro Nunes; e o marido de Márcia, Nanego Lira.

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Nova denúncia do MP acusa Ricardo e Márcia de recebimento de propina

Na denúncia, Márcia é acusada de solicitar em 2016 uma espécie de adiantamento de propina no total de R$ 100 mil que teria sido entregue por Daniel Gomes mediante um compromisso da então candidata de que adotaria também no Conde o modelo implantado no Hospital de Emergência e Trauma, em João Pessoa, de gestão terceirizada.

 

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