Maranhão recusou Embratur porque quer ficar com BNB

Revista Isto é Publicou esta semana uma matéria falando sobre o “desprezo” que a Embratur vem sofrendo por parte dos políticos que não conseguiram se eleger nas eleições de 2010. Dona de um orçamento minguado, a outrora rica Embratur é recusada por políticos que lutam por uma vaga no segundo escalão do governo.

 
A revista afirma que o cargo de presidente da estatal já foi oferecido a três políticos que não quiseram assumir o cargo, um deles foi o ex-governador da Paraíba, José Maranhão, que segundo a revista recusou o cargo porque deseja assumir um cargo de presidência no Banco do Nordeste do Brasil.
 
A indicação de José Maranhão a um dos cargos de confiança já virou uma novela sem fim na Paraíba. O PMDB declarou que está tranqüilo em relação a indicação do ex-governador a um cargo federal e que a presidente Dilma Rousseff deverá reconhecer o esforço do partido nas últimas eleições.
 
Veja reportagem na íntegra:
 
A estatal que ninguém quer


Começo de governo é sempre igual para políticos que se deram mal nas urnas. Quem ficou de fora da primeira fornada de distribuição de cargos passa quase todo o primeiro semestre lutando para ocupar os postos que sobraram nas diretorias de bancos regionais e empresas estatais. Uma das vagas, porém, sofre amarga rejeição. Até agora, a presidência da Embratur foi recusada por ao menos três peemedebistas que não se deram bem nas últimas eleições. A lista começou pelo ex-deputado Rocha Loures Filho, do Paraná. Desempregado depois que saiu de vice na chapa de Osmar Dias para o governo do Paraná, ele preferiu ir trabalhar com o vice-presidente Michel Temer. Em seguida, foi convidado o ex-governador da Paraíba José Maranhão. O calejado político também disse não. Avaliou, segundo amigos, que “a função não estava à sua altura”. Prefere lutar pelo Banco do Nordeste. Por fim, ofereceram a Embratur ao ex-ministro Hélio Costa, derrotado na eleição para o governo de Minas Gerais. “Não tenho o menor interesse na Embratur”, disse Hélio Costa à ISTOÉ.

A empresa, criada em 1966 pelos militares para gerir o turismo, tem orçamento de R$ 180 milhões e escritórios nas principais capitais do mundo. Mas caiu em desgraça no meio político desde 2003, quando perdeu todas as atividades de promoção do turismo interno para o Ministério do Turismo, ficando exclusivamente dedicada a divulgar o Brasil no Exterior. A mesma canetada alterou o significado da sigla Embratur, que, apesar do “E”, deixou de ser empresa e foi rebaixada a mero instituto. Com tantas mudanças, a estatal não é mais atraente para aqueles que sonham voltar a ter sucesso nas urnas.

Em meio a tantas recusas, o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), chegou a propor o impensável para um peemedebista de quatro costados: recusar um cargo. “O político atuante não deve ficar viajando para o Exterior a toda hora. Ele tem de trabalhar dentro do País. O Moysés (atual presidente Mário Moysés) está fazendo um trabalho muito bom. Deixa ele por lá”, afirma. Mário Moysés, indicado pelo PT, diz não entender muito bem o desprezo dos peemedebistas, mas garante que, se ninguém quiser o cargo que ocupa, continuará feliz da vida na presidência da Embratur. Ao contrário daqueles que recusaram o posto, Moysés garante que não tem nenhuma ambição política. 
 

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