Maranhão falta ao 12º debate e vira alvo preferencial de adversários

Apesar de ter faltado ao debate de hoje na TV Cabo Branco, o candidato à reeleição José Maranhão (PMDB) foi um dos assuntos mais citados durante o programa. Ao contrário da maioria dos outros encontros de candidatos nos veículos de comunição, nos quais a abordagem à ausência de Maranhão foi feita de forma mais amena, no debate da afiliada da Globo não faltaram críticas fortes ao peemedebista por parte dos adversários Nelson Júnior (PSOL) e Ricardo Coutinho (PSB).

Nelson Júnior chegou a dizer que o eleitorado tinha apenas cinco opções para escolher no domingo, 3 de outubro. Segundo ele, um candidato que falta a 12 dos 13 debates agendados durante a campanha não deve estar entre as alternativas para governar a Paraíba. Ele também acusou o governador José Maranhão de incluir em seu programa uma proposta de privatização da Cagepa em cidades de médio porte como Guarabira, Pombal e Patos. Segundo o professor, o ex-governador Cássio Cunha Lima (PSDB) teria comprometido o trabalho da empresa enquanto José Maranhão estaria jogando "uma pá de cal" antes de abrir a Cagepa ao processo de privatização.

Ainda em sua argumentação, Nelson acusou o governador de preferir contratar comissionados e inchar a folha em quase 14 mil contratações ao invés de convocar os candidatos aprovados em concursos públicos.

Por sua vez, Ricardo Coutinho atribuiu ao governador a atitude de promover o endividamento do Estado da Paraíba ao contrair vários empréstimos sem que as verbas tenham sido usados para obras estruturantes. Segundo ele, o dinheiro foi empregado na compra de material de expediente e em itens da rotina administrativa como carteiras, munições e algemas. Ele citou que na gestão de Cássio Cunha Lia teria sido feito um esforço para sanear as finanças estaduais, desprezado na sequência quando Maranhão chegou ao Palácio da Redenção. O socialista ainda disse que o Governo do Estado contratou os serviços da empresa Enger, investigada pela Polícia Federal e teria afiançado em seu nome um empréstimo de R$ 150 milhões anuais.

Também foi Ricardo que instigou Maranhão a explicar porque teria pago R$ 400 mil ao PCB para acionar na Justiça o ex-governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima, que acabou sendo cassado por conduta vedada devido a uma ação movida pelo partido e assinada pelo advogado Marcelo Weick, que atualmente coordena a campanha à reeleição de Maranhão.

O debate da TV Cabo Branco foi mediado pelo apresentador André Luiz Azevedo e não necessitou de direito de resposta. O programa transcorreu em tranquilidade, mas a cada início de bloco foi mostrada a tribuna vazia, reservada ao governador José Maranhão.

Antes do programa, Maranhão disse que não iria porque não estava interessado no debate. Segundo ele, o programa seria "um monólogo".

“Não estou interessado no debate. Eu não vou participar pelas razões que já expliquei”, declarou, acrescentando: “Participei de mais de 30 debates diretamente com a sociedade, com as entidades representativas e vários segmentos sociais do Estado da Paraíba. Lá (no debate da Rede Paraíba) vai ser um monólogo, não vai ser um debate”.

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