Pastor Estevam

Pastor da Primeira Igreja Batista de João Pessoa. Pscicólogo clínico, escritor, conferencista motivacional. Casado com Dra Aurelineide, e pai de Thayse e André.


Mar revolto

Numa das mais belas passagens bíblicas lemos um episódio no qual Jesus Cristo e seus discípulos atravessavam de barco o trajeto entre Jerusalém à Cafarnaum. A viagem transcorria tranquila: sol claro, ventos calmos e águas serenas, de repente, sem que os discípulos pudessem prever, a calmaria deu lugar a uma tempestade; os ventos começaram a sopram em sentido contrário e as águas revoltas produziam grandes ondas violentas. O barco começou a naufragar, e o pânico tomou conta de todos. Apesar de tudo, nos conta a narrativa bíblica, Jesus dormia.

Esse tipo de experiência nos é muito familiar. Ninguém está imune a surpresas desagradáveis. Muitas pessoas já experimentaram na vida algum tipo de situação em que, de repente, tudo se transtorna. Do casamento às finanças, da saúde às enfermidades, tudo é abalado pela força dos ventos hostis. A impressão que fica é de um terrível naufrágio; uma devassadora e cruel calamidade.

Geralmente, quando isso ocorre a primeira reação é de revolta. Quando uma tragédia bate à nossa porta, achamos que Deus está sendo injusto conosco. O fato é que nós nunca estamos preparados para as tempestades ameaçadoras. Imaginamos que somos imunes ao lado trágico da vida, o que é puro engano. Ninguém está isento de provações. Tentar imaginar-se inatingível pelas calamidades é, no mínimo uma percepção muito romântica da vida.

Não é nada fácil quando nos damos conta de que pouco a pouco as esperanças vão sendo espalhadas pelos ventos. Nossas defesas, uma a uma, vão sendo destruídas também, e nossas forças com elas se vão. O casamento se desmorona, as finanças entram em colapso, somos abandonados até pela família. O pânico precipita a visão de um horizonte sombrio, e passamos a conviver com o fantasma da desilusão.

É preciso reagir positivamente. Não podemos abandonar o barco. É a reação positiva em meio às águas turvas que faz gerar a esperança da vitória. Deve ser a esperança de vitória! Todo vento forte também é passageiro. Certamente que não é muito fácil agir com serenidade e firmeza quando tudo é ameaçador; todavia, quem não sabe manter a calma em meio às turbulências, não saberá jamais encontrar o caminho das águas tranquilas, pelas quais se conhece a experiência da paz. Haverá sempre um porto seguro na rota dos oceanos; uma praia serena a nos esperar. Nosso barco nunca estará totalmente a deriva.

No episódio bíblico quando os discípulos de Jesus começaram a perceber a ameaça do naufrágio, entenderam que o seu limite tinha chegado e, então, resolveram clamar pelo socorro do Mestre. Deus sempre está por perto nos momentos mais difíceis da nossa vida. Pedir por socorro é um atestado de humildade. Em muitas ocasiões a humildade de quem suplica é a chave da vitória.

Quando uma forte tempestade ameaçar a sua vida e a turbulência assolar a viagem que transcorria em paz, não entre em pânico. Não se desespere. Clame por Deus, a tempestade vai passar.

Quando Deus está no controle do barco da nossa vida, não importa muito de onde vêem os ventos contrários, e nem qual é o tamanho das ondas violentas, Deus é mais forte que a força dos ventos e a fúria do mar. Quem n’Ele confia sempre será vencedor! “Depois da tempestade, vem a bonança”.

Mar revolto

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