Manoel Júnior diz que adesão de Iraê custou fim de sua vida política

 Mafalda Moura
 
 
O deputado federal Manoel Júnior (PMDB), desabafou no final da noite de ontem, nos corredores do estúdio montado pela TV Arapuan para o debate com os candidatos ao Governo da Paraíba, sobre a adesão da deputada estadual Iraê Lucena (PMDB), à campanha do ex-prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho (PSB). O deputado compareceu a TV Arapuan junto com a comitiva que acompanhou o governador José Maranhão (PMDB) ao debate.
 
Para Manoel Júnior, com essa "atitude infeliz”, Iraê se despede da política paraibana da pior forma possível, já que os prefeitos e aliados não acompanharam a sua decisão. “Foi infelicidade de Iraê. Eu acho que com esse ato ela encerra sua participação na política do estado, mas do ponto de vista eleitoral nada muda, afinal sua base política, prefeitos e aliados, continuam com Maranhão”, afirmou o deputado.
 
O deputado disse ainda que Iraê construiu sua história política em cima da vida pública de seu pai Humberto Lucena e afirmou que se o ex-senador fosse vivo essa adesão não teria acontecido. “Ela teve uma vida política pautada na história de seu pai Humberto Lucena e se ele fosse vivo em absoluto admitiria uma ação como essa, principalmente no segundo turno”, disse Manoel.
 
Ele disse não entender os motivos de Iraê, que o fato de ela não ter sido eleita não justificava mudar de lado, principalmente no segundo turno. “O candidato Maranhão continua concorrendo no segundo turno, com as mesmas propostas. Qual a motivação que um político tem para mudar de lado no segundo turno? Esse é um questionamento para se fazer a toda a Paraíba e também a deputada Iraê com quem tenho uma relação de amizade e respeito, mas que nesse momento infelizmente foi uma mácula indelével em sua carreira pública”, finalizou.

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