Mangueira confirma que vai deixar herança maldita para Ricardo

O secretário de Administração Penitenciária do Estado da Paraíba, Carlos Mangueira, confirmou que há grupos de detentos paraibanos com ligações com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo ele, já foram apreendidos o estatuto, código de postura e regras gerais que regem as relações hieráquicas entre os bandidos do PCC.

– É longo o estatuto. Tem umas 10 páginas. Tem normas comportamentais e compromissos. Quem está dentro do presídio é amparado por aqueles que estão fora. Mas, isso acontece em todo o Brasil. Não é exclusividade da Paraíba, não. O preso hoje é diferente. Ele tem comando externo, muitas vezes é rico, pode comprar isso e aquilo e comandar uma rebelião. Os presídios paraibanos são frágeis. São feitos de tijolos, tem grades fracas, até com uma gilette eles conseguem cortar. É preciso ter treinamento constante e ter vigilância permanente dos agentes penitenciários para conter motins.

Mangueira admitiu que vai repassar ao sucessor uma "herança maldita":

– Ela existe porque nós também a recebemos. Os últimos projetos aprovados na Paraíba remontam a 1999. Presídios como o PB1 foram projetos desta época. Hoje, ele não seria mais nem aprovado pelo Ministério da Justiça. Nos 6 anos do governo anterior, praticamente não se fez nada no setor. Houve abandono e foi isso que recebemos. O setor de engenharia tinha sido desativado. A Secretaria não tinha ido ao Ministério da Justiça apresentar projetos.

Segundo ele, os projetos começaram a ser apresentados na gestão de Roosevelt Vita e continuaram sob sua administração. Mangueira acrescentou que há obras aprovadas como a construção do presídio feminino de Cajazeiras, para 150 vagas, orçado em R$ 4,2 milhões depositados; além do cadeião, para presos provisórios, que ficará em frente ao Presídio Silvio Porto, em Mangabeira:

– Falta apenas uma suplementação no Orçamento Geral da União. Mas, isso deve acontecer em breve, talvez até o próximo dia 20. São R$ 4,5 milhões e a obra vai desafogar o Róger, tirar 400 presos do Róger e colocar em um presídio moderno de onde dificilmente alguém vai conseguir fugir.

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